Estudantes da Escola de Dança da Funceb apresentam o espetáculo "Adinkra" na Mostra artístico-pedagógica de Solos

16/05/2023
d

Estudantes do Curso de Educação Profissional Técnica de Nível Médio em Dança da Escola de Dança da Fundação Cultural do Estado, entidade vinculada à Secretaria de Cultura da Bahia (Funceb/SecultBa), apresentam a Mostra Artístico-Pedagógica de Solos Adinkra, sob orientação da professora Ágatha Simas e do professor Guego Anunciação. A apresentação acontece no dia 31 de maio, no Espaço Xisto Bahia, nos Barris. A 1ª sessão inicia às 19h e segunda sessão logo em seguida, às 20h. A entrada é mediante a doação de 1kg de alimento não perecível para a campanha Bahia Sem Fome.

O espetáculo Adinkra é resultado do componente Prática Solística do Curso de Educação Profissional Técnica de Nível Médio em Dança da Escola de Dança da Funceb, lançando luz ao conhecimento e desenvolvimento que permeiam a história da humanidade, com evidência para o continente africano, evidenciado em sistemas de escritas, avanços tecnológicos e diversas tradições.  

Adinkra é uma das escritas do povo Akan (Gana) por meio de símbolos, que significam a unidade na diversidade. Com base nisto, a Mostra Artístico-Pedagógica Adinkra, reúne 18 solos de Estudantes do componente LAB IV, evidenciando as singularidades e repertórios distintos, ao mesmo tempo que esplandece a força do coletivo.   

Programação:  


1ª Sessão - A partir das 19h  

Coreografia: Tempo  
Intérprete-criador: Ivan Bina 
Sinopse: Em busca do caminho traçando em si o amor de ser feliz, entre chegadas e partidas ele se coloca a descobrir o seu lugar dentro do labirinto. O tempo te convida para bailar e nesse espaço traça com ele sua história e o sentido de viver.  

Coreografia: Cerebral 
Intérprete-criadora: Emanuelle Ramos 
Sinopse: A obra relata as atividades cerebrais causadas por uma perda de memória temporária e anterógrada. Tem como referência a dificuldade de socialização diante de algo que é visto como “anormal”.  
Projeto de luz: Jean Lucas Teixeira 

Coreografia: Rosa vermelha 
Intérprete-criadora: Paula Bezerra 
Sinopse: A obra fala sobre as pombagiras ciganas, sendo uma homenagem para essas entidades da Umbanda. Liberdade, alegria, prosperidade, amor-próprio e união.   
Produtor musical: Felipe Calasans  
Figurinista: Marialice Lessa  
Maquiadora: Paula Bezerra 

Coreografia: 31 de agosto 
Intérprete- criador: Tailan Vítor Souza Almeida 
Sinopse: A obra 31 de agosto, relata um trágico acidente ferroviário que ocorreu no ano 1983 na cidade de Pojuca/BA. Neste solo, o corpo enfatiza movimentos de explosão, brecadas e choques, instaurando uma narrativa de caos e desespero, configurando-se uma dança-protesto.  

Coreografia: Aluvião  
Intérprete-criadora: Maria Flores 
Sinopse: "Aluvião" fala sobre a conexão com o sagrado e como ele se manifesta através de nós. Com um olhar contemporâneo, a obra referencia-se no Orixá Nanã, enfatizando a relação entre a intérprete-criadora e sua espiritualidade. 

Coreografia: Strobing 
Intérprete-criador: Anderson Pereira Do Nascimento - Slick 
Sinopse: O solo consiste na interação entre dança e fotografia com inspiração em “Strobing”, técnica com fundamentos das danças urbanas que nasce de uma pesquisa cinematográfica através de efeitos com luz e técnicas da dança Popping. 

Coreografia: Fuga 
Intérprete-criadora:
Jennie Costa 
Sinopse: A vontade incansável de fugir; a maneira como conseguimos sair da realidade; o suprir expectativas. Este solo é um resgate às vivências cotidianas automáticas que temos de fugir da realidade e da frustração/insuficiência trazidas após voltarmos dos devaneios da fuga. 
Trilha sonora: Joattan Costa e Jennie Costa 
Projeto de luz: Jean Teixeira 
Figurino: Jennie Costa e Claudete Pereira 

Coreografia:  Ardente em mim 
Intérprete-criadora: Laiane Carmo 
Sinopse: O solo provoca uma reflexão de sentimentos acumulados pela intérprete e sua vida monótona. Através da dança, ela mostra como os momentos compõem sua trajetória-solitude, a partir das inquietações sobre o feminino, revelando o ser mulher.  

Coreografia: Se[r]mente 
Intérprete-criador: Jean Teixeira 
Sinopse: Uma viagem ao íntimo de uma memória enraizada (ou quase enraizada) de uma casca que luta por sua morada. As memorias, galhos e casca se misturam em uma poética embrionada em um movimento que cresce de dentro para a(flora).  Se nessa casca aqui morar, quem serei eu para germinar? 
Projeto de Luz: Leila Brito 


2ª Sessão - A partir das 20h 

Coreografia: Ninguém é estranho em si mesmo 
Intérprete-criador: Frankllyn Gentil 
Sinopse: A obra traz questionamentos do corpo que se move de maneira autêntica e espontânea no palco e na vida. O que é um corpo estranho? O que é feio? O que é bonito? Ser artista é ser louco? Que loucura é essa que estamos falando? Essas perguntas incômodas direcionam o intérprete-criador para o corpo das ideias e da criação em dança, assumindo esse ato político, não compactuando das mesmas ideias, rompendo os hábitos comportamentais e desviando-se dos padrões predeterminados.   

Coreografia: Pataki 
Intérprete criadora: Ana Vitoria Rodrigues 
Sinopse: “Pataki” é uma palavra em iorubá que significa peculiaridade que nessa obra fará conexão com as oscilações de humor e personagens do sujeito que vive o transtorno de personalidade Bordeline, evidenciando assim seu cotidiano, condição e modo de perceber a vida.  
Trilha sonora: Bayzard 

Coreografia: Ancestralidade 
Intérprete-criadora: Jéssica Santana 
Sinopse: Quando falo em quem sou, lembro dos que vieram antes de mim, de como sou construção e continuidade da distopia africana. A obra “Ancestralidade” traz o corpo preto em ascensão da vida, pensando num corpo que envelhece, mas que renasce quando se torna referência para os outros corpos que virão. 

Coreografia: Membros  
Intérprete-criador: Gabriel Santana Palmeira   
Sinopse: Membros são experiências da perda de habilidades motoras de um homem que provia o sustento da sua família. O solo enfatiza a estrutura de uma família que se ressignifica mediante as dificuldades do dia a dia. 
Trilha sonora: Caique Trindade   

Coreografia: Do vazio à aniquilação 
Intérprete-criadora: Leila Brito 
Sinopse: Dentro de uma atmosfera distópica e angustiante, o solo parte de discussões baseadas em automatismo, regimes autoritários, lavagem cerebral e perda de dignidade intelectual. A existência em uma sociedade desenhada, com a vida das pessoas completamente controlada e que limita o pensar em todos os seus formatos, desperta pensamentos inconformados de viver com um sistema que controla o meu corpo, por onde ando, o que como e que me instiga a limitar a minha intelectualidade e subjetividade. 
Edição de trilha sonora: Luan Isaltino 
Figurino: MV Cia de Dança   

Coreografia: Solidão ou Solitude?  
Intérprete-criadora: Thaise Trindade 
Sinopse: O solo nasce do desejo de tentar entender e encontrar uma linha tênue entre a solidão e a solitude. Nele são abordadas as vivencias, emoções e sentimentos da solista. 

Coreografia: A gente se acostuma para poupar a vida 
Intérprete criador: Hebert Costa 
Sinopse: Com inspiração em fragmentos da crônica “Eu sei, mas não devia”, de Mariana Colasanti, a performance abarca assuntos como acomodações, repetições, ritmo social e negligência do próprio bem-estar, para se portar em sociedade.  

Coreografia: Lavando a alma 
Intérprete criador: Júnior Gomes 
Sinopse: O solo propõe a ação de dançar na chuva de uma forma poética. Gotas que caem, toca, molha e lava a alma. Um momento de pausa, de respiro, numa volta ao passado desabafando com o corpo, lavando as tensões do íntimo que o aprisionava, usando como ignição para um estado de corpo água. 

Coreografia: A Preta lá  
Intérprete-criadora: Camila Brito 
Sinopse: A obra retrata a inquietação e hiperssexualização do corpo da mulher preta no pagode baiano, trazendo vivências, força e gingado como ato político-social. 
Coorientador: Hainner Souza   
Música: Criação e edição de Bayzard (João Vitor Lobo), Dj Deene-Base PagoFunk (estilo Major) 
Iluminação: Jean Teixeira 
Figurino: Leilma Silva, Maylon André 
Maquiador:
Marconi Brito 

SERVIÇO:
 
Espetáculo "Adinkra" Mostra Artístico-pedagógica de Solos 

Onde: Espaço Xisto Bahia - R. Gen. Labatut, 27 - Barris 
Quando: 31 de maio de 2023  
Horário: 1ª sessão às 19h – 2ª sessão às 20h 
Quanto: 1kg de alimento não perecível