05/07/2023

"Odù" é um festival imersivo que destaca as experiências sonoras e visuais de artistas e ativistas negros e indígenas de todo o mundo. "Odù", como comumente usado em sua língua original, o iorubá, é um termo que possui múltiplos significados dependendo do contexto. No contexto do festival, Odù é uma bússola, nos direcionando para um futuro que se preocupa com a Terra, nossas histórias únicas e coletivas, e nossas necessidades urgentes de criar plataformas acessíveis onde nossas comunidades possam trocar ferramentas além das fronteiras.
Odù é criado, organizado e produzido pela equipe pequena, mas poderosa, do Black Freedom Fellowship: um movimento de artistas e ativistas Negros e Indígenas investindo e trocando recursos temporais, comunitários e financeiros para criar os futuros vitais à nossa sobrevivência coletiva. Odù é patrocinado em parte pelo Artist As First Responder, pelo Black Freedom Fund do Black Freedom Fellowship e pelo Deep Waters Dance Theater. O festival também tem o apoio institucional da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb/SecultBA), por meio da Diretoria de Audiovisual (DIMAS).
Em sua primeira edição, o festival ocupa três potentes espaços de criação e difusão de arte e cultura da cidade. Dois desses, foram escolhidos intencionalmente por promover interseções entre história e cultura negra e os movimentos artísticos modernos: A Casa Cultural do Reggae e a Casa de Cultura SoMovimento, fundadas por Jussara Santana e Vera Passos, respectivamente, mulheres negras que estão há décadas no centro dos esforços artísticos e ativistas em Salvador. O terceiro local, a Sala de Cinema Walter da Silveira, é um histórico cinema público da cena cultural de Salvador gerido pela Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb/SecultBA), dedicado inteiramente à difusão do audiovisual de maneira gratuita e sistemática de conteúdos baianos, brasileiros e internacionais, com ênfase na filmografia latino-americana.
Além de apresentar uma seleção cuidadosa de mais de 30 filmes de cineastas negros e indígenas de todo o mundo, o Odù convidou pessoalmente sete cineastas proeminentes, como Ayrson Heráclito, recentemente premiado com o Leão de Ouro por seu trabalho representando o Brasil na Bienal de Veneza de 2023, e Ja'Tovia Gary, bolsista Guggenheim e bolsista do Radcliffe-Harvard Film Study Center, entre outros.
Após cada noite de exibição de filmes, haverá uma Conversa de Artistas entre artistas residentes nos Estados Unidos e no Brasil. As conversas terão como foco temas de Espiritualidade ao longo da Diáspora Africana e Indígena, Cuidado Ecológico e a relevância da Produção Cultural Negra e Indígena, com a participação de artistas como Imani Dennison, uma artista baseada nos Estados Unidos cujo trabalho estreou no Festival de Cannes e BET, e Jono Lena, uma artista multidisciplinar brasileira e vencedora do Prêmio Internacional Artist Changemaker de 2022, entre outros.
O festival Odù também marca a abertura da exposição "Omi Wo Ilę" (Água Toca a Terra), a primeira exposição coletiva no Brasil com curadoria de Isha Rosemond, fundadore da Black Freedom Fellowship e bolsista do Individual Artist Fellow de California Arts Council em 2021, e Ashara Ekundayo, curadora independente e teóloga cultural que foi recentemente a primeira bolsista de pesquisa curatorial em colaboração com o fotógrafo e humanitário Sir Zanele Muholi, no Instituto de Arte Muholi, na Cidade do Cabo, África do Sul.
"Omi Wo Ilę" é uma exposição de artes visuais que celebra o brilhantismo criativo de artistas negros e indígenas que vivem entre duas baías: a região da Baía de São Francisco nos Estados Unidos e a Baía, ou "Bahia", no Brasil. A exposição apresenta artistas estabelecidos como Adrian L. Burrell, cujo trabalho foi destaque no The New Yorker e cujo documentário de curta-metragem recebeu prêmios no Black Star Film Fest. A exposição também inclui trabalhos de artistas emergentes como Deusa Meduza, artista multidisciplinar do Brasil cuja série mais recente, "Memória Ancestral", apresenta fotografias hipnotizantes que capturam de forma sensível o invisível dentro da espiritualidade e da comunidade, abordando a autonomia das mentes e cor.
Além disso, haverá uma exposição simultânea, cujo nome será anunciado, com curadoria da Atlantic Archive, uma incubadora que utiliza arte, organização popular e práxis intelectual para tecer um diálogo entre as comunidades trabalhadoras na Diáspora Negra. Ambas as exposições acontecem graças à bela parceria entre o Black Freedom Fellowship e a Associação Cultural Casa SoMovimento. A Casa SoMovimento foi fundada em 2020 por Vera Passos e Nei Sacramento, com o objetivo de criar um espaço independente em Salvador, Bahia, com a missão de difundir arte acessível a todos. Este espaço artístico, cultural e educacional servirá como um centro de dança e música de Matriz Africana do Brasil e das diversas formas da Diáspora Africana.
Firmando a sua parceria com a Casa Cultural do Reggae, Odù promove um Mercado de Arte que receberá 20 artistas, artesãos e empreendimentos de pessoas negras e indígenas da cidade de Salvador. Esse histórico espaço da cidade, que promove a inclusão e a promoção da igualdade racial e cultural através da cultura reggae, é coordenado pela ativista, publicitária e produtora cultural Jussara Santana.
O encerramento do evento também ocorre na Casa Cultural do Reggae, em uma noite de mistura musical entre o afrobeat de DJ Dami e o pagode baiano da artista Paulilo, conhecida na cena LGBTQIA+ da cidade pelo seu projeto Paulilo Paredão. Os shows começam às 20 horas e assim como toda a programação do festival, o acesso é gratuito.
SERVIÇO:
DIA 1 - 21 DE JULHO DE 2023:
Abertura do Festival e Exibição de Filmes - Sessão 1
16:30 às 19:00, Sala Walter da Silveira, R. General Labatut, 27 - Barris
Conversa de Artistas - Mesa 1
19:00 às 20:00, Sala Walter da Silveira, R. General Labatut, 27 - Barris
Abertura da Exposição Omi Wo Ilę - Water Touches the Earth
21:00 às 00:00, Casa SoMovimento, R. Democrata, 21 - Dois de Julho
DIA 2 - 22 DE JULHO DE 2023:
Mercado de Arte
10:00 às 16:00, Casa Cultural do Reggae, Rua do Passo, 17 - Santo Antônio
Exibição de Filmes - Sessão 2
16:00 às 19:00, Sala Walter da Silveira, R. General Labatut, 27 - Barris
Conversa de Artistas - Mesa 2
19:00 às 20:00, Sala Walter da Silveira, R. General Labatut, 27 - Barris
Em sua primeira edição, o festival ocupa três potentes espaços de criação e difusão de arte e cultura da cidade. Dois desses, foram escolhidos intencionalmente por promover interseções entre história e cultura negra e os movimentos artísticos modernos: A Casa Cultural do Reggae e a Casa de Cultura SoMovimento, fundadas por Jussara Santana e Vera Passos, respectivamente, mulheres negras que estão há décadas no centro dos esforços artísticos e ativistas em Salvador. O terceiro local, a Sala de Cinema Walter da Silveira, é um histórico cinema público da cena cultural de Salvador gerido pela Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb/SecultBA), dedicado inteiramente à difusão do audiovisual de maneira gratuita e sistemática de conteúdos baianos, brasileiros e internacionais, com ênfase na filmografia latino-americana.
Além de apresentar uma seleção cuidadosa de mais de 30 filmes de cineastas negros e indígenas de todo o mundo, o Odù convidou pessoalmente sete cineastas proeminentes, como Ayrson Heráclito, recentemente premiado com o Leão de Ouro por seu trabalho representando o Brasil na Bienal de Veneza de 2023, e Ja'Tovia Gary, bolsista Guggenheim e bolsista do Radcliffe-Harvard Film Study Center, entre outros.
Após cada noite de exibição de filmes, haverá uma Conversa de Artistas entre artistas residentes nos Estados Unidos e no Brasil. As conversas terão como foco temas de Espiritualidade ao longo da Diáspora Africana e Indígena, Cuidado Ecológico e a relevância da Produção Cultural Negra e Indígena, com a participação de artistas como Imani Dennison, uma artista baseada nos Estados Unidos cujo trabalho estreou no Festival de Cannes e BET, e Jono Lena, uma artista multidisciplinar brasileira e vencedora do Prêmio Internacional Artist Changemaker de 2022, entre outros.
O festival Odù também marca a abertura da exposição "Omi Wo Ilę" (Água Toca a Terra), a primeira exposição coletiva no Brasil com curadoria de Isha Rosemond, fundadore da Black Freedom Fellowship e bolsista do Individual Artist Fellow de California Arts Council em 2021, e Ashara Ekundayo, curadora independente e teóloga cultural que foi recentemente a primeira bolsista de pesquisa curatorial em colaboração com o fotógrafo e humanitário Sir Zanele Muholi, no Instituto de Arte Muholi, na Cidade do Cabo, África do Sul.
"Omi Wo Ilę" é uma exposição de artes visuais que celebra o brilhantismo criativo de artistas negros e indígenas que vivem entre duas baías: a região da Baía de São Francisco nos Estados Unidos e a Baía, ou "Bahia", no Brasil. A exposição apresenta artistas estabelecidos como Adrian L. Burrell, cujo trabalho foi destaque no The New Yorker e cujo documentário de curta-metragem recebeu prêmios no Black Star Film Fest. A exposição também inclui trabalhos de artistas emergentes como Deusa Meduza, artista multidisciplinar do Brasil cuja série mais recente, "Memória Ancestral", apresenta fotografias hipnotizantes que capturam de forma sensível o invisível dentro da espiritualidade e da comunidade, abordando a autonomia das mentes e cor.
Além disso, haverá uma exposição simultânea, cujo nome será anunciado, com curadoria da Atlantic Archive, uma incubadora que utiliza arte, organização popular e práxis intelectual para tecer um diálogo entre as comunidades trabalhadoras na Diáspora Negra. Ambas as exposições acontecem graças à bela parceria entre o Black Freedom Fellowship e a Associação Cultural Casa SoMovimento. A Casa SoMovimento foi fundada em 2020 por Vera Passos e Nei Sacramento, com o objetivo de criar um espaço independente em Salvador, Bahia, com a missão de difundir arte acessível a todos. Este espaço artístico, cultural e educacional servirá como um centro de dança e música de Matriz Africana do Brasil e das diversas formas da Diáspora Africana.
Firmando a sua parceria com a Casa Cultural do Reggae, Odù promove um Mercado de Arte que receberá 20 artistas, artesãos e empreendimentos de pessoas negras e indígenas da cidade de Salvador. Esse histórico espaço da cidade, que promove a inclusão e a promoção da igualdade racial e cultural através da cultura reggae, é coordenado pela ativista, publicitária e produtora cultural Jussara Santana.
O encerramento do evento também ocorre na Casa Cultural do Reggae, em uma noite de mistura musical entre o afrobeat de DJ Dami e o pagode baiano da artista Paulilo, conhecida na cena LGBTQIA+ da cidade pelo seu projeto Paulilo Paredão. Os shows começam às 20 horas e assim como toda a programação do festival, o acesso é gratuito.
SERVIÇO:
DIA 1 - 21 DE JULHO DE 2023:
Abertura do Festival e Exibição de Filmes - Sessão 1
16:30 às 19:00, Sala Walter da Silveira, R. General Labatut, 27 - Barris
Conversa de Artistas - Mesa 1
19:00 às 20:00, Sala Walter da Silveira, R. General Labatut, 27 - Barris
Abertura da Exposição Omi Wo Ilę - Water Touches the Earth
21:00 às 00:00, Casa SoMovimento, R. Democrata, 21 - Dois de Julho
DIA 2 - 22 DE JULHO DE 2023:
Mercado de Arte
10:00 às 16:00, Casa Cultural do Reggae, Rua do Passo, 17 - Santo Antônio
Exibição de Filmes - Sessão 2
16:00 às 19:00, Sala Walter da Silveira, R. General Labatut, 27 - Barris
Conversa de Artistas - Mesa 2
19:00 às 20:00, Sala Walter da Silveira, R. General Labatut, 27 - Barris
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