Homenagem aos Servidores Públicos Estaduais
Mais que o trabalho cotidiano, os servidores públicos também vivenciam experiências marcantes no seu dia a dia: um abraço, um sorriso, um agradecimento. Momentos como estes marcam a memória e realçam a beleza que há no serviço público, reforçando a importância que nossos colegas têm na comunidade. Neste Dia do Servidor Público, vale também agradecer aos nossos servidores e servidoras pela dedicação no servir.
Um bom exemplo é o policial militar Kleber Reis da Silva. Lotado na Base Comunitária de Segurança do Calabar, ele explica que vivenciou muitos desafios e alegrias que vão desde apoio às vítimas de violência urbana, ações preventivas até o trabalho social para ajudar pessoas carentes. “O dinamismo do policiamento me proporcionou muitos momentos marcantes. Cada sorriso, cada abraço, cada obrigado que recebi nesses quase 12 anos me marcaram muito. Tenho muito orgulho em ser policial militar. Aqui ganhei amigos e irmãos que não medem esforços para ajudar o outro. Ter um dia para homenagear o servidor público é justo e gratificante”, contou.
Com a inauguração da Base Comunitária de Segurança do Calabar em 2011, surgiu a possibilidade de ampliar as ações sociais no bairro e áreas adjacentes. Com esse novo equipamento de cidadania e segurança, Kleber inicia sua jornada ministrando aulas de judô e transformando vidas através da disciplina do esporte. “Nós, que somos policiais e professores, estabelecemos um vínculo de confiança e esperança com os moradores. Apresentamos novos horizontes e confiamos que, com esse trabalho, possamos contribuir para que mais cidadãos possam vencer na vida”, relatou.
No lugar certo, na hora certa
Eloísio Júnior também é policial militar e está no serviço público há mais de 11 anos. Lotado no Esquadrão Águia, ele ingressou na carreira devido ao sonho de proteger, amparar e ajudar as pessoas, sobretudo as mais carentes. “Vim da periferia e vi muitas situações que me faziam sentir de mãos atadas. Vivenciando tudo isso, resolvi me tornar policial militar. Essa inclinação para ações sociais é algo que está no meu sangue. Teve uma época em que eu dava aulas de jiu-jitsu para crianças carentes em alguns colégios e costumava separar uma parte do meu salário para doação de alimentos e roupas a comunidades carentes”, revelou.
Utilizando a solidariedade para conter os avanços da pandemia, o policial explica que as ações sociais foram afloradas durante esse momento. “Muita gente estava passando fome na pandemia. Juntei forças com uns amigos e fizemos entregas de alimentos e roupas para pessoas em situação de vulnerabilidade. Isso tomou uma proporção enorme, conseguimos apoio de outros policiais e até de uma associação, com isso, distribuímos toneladas de alimentos. Eu acredito no meu trabalho e no trabalho de outros servidores que, de alguma forma, prestam serviços sociais a quem necessita e com isso aproxima o estado das comunidades carentes, até porque nós representamos o Estado”, pontuou.
Entre tantas ocorrências, uma em especial marcou profundamente a carreira profissional do funcionário público. “Estava patrulhando com outros colegas e uma pessoa sinalizou que estava precisando de ajuda, pois a mãe estava em idade avançada e sofria um AVC no dado momento. A senhora estava dentro do carro do filho e não conseguia respirar. Fizemos a liberação do trânsito e a escolta até o hospital. Na unidade hospitalar, o médico falou para a guarnição e para o filho da vítima que se passasse mais dois minutos ela poderia ter morrido. Naquele dia sentimos o impacto do nosso trabalho, salvamos uma vida. Estávamos no lugar certo e na hora certa”, frisou.
Positividade e solidariedade
Aline Dias é servidora na Secretaria da Administração (Saeb) e iniciou a carreira no serviço público aos 18 anos. Formada em administração pública e recursos humanos, a servidora é pós-graduada em psicologia organizacional e explica que a secretaria foi como uma escola, pois proporcionou seu desenvolvimento tanto como profissional quanto como pessoa. “Iniciei a carreira como estagiária e cresci muito profissionalmente. Encontrei pessoas que me apoiaram e descobri o que queria como formação profissional. Tive inúmeros momentos marcantes aqui”, ressaltou.
Positiva e dedicada, a servidora afirma que a receita para ser feliz na vida é fazer aquilo que se gosta – dentro e fora do trabalho. Aline conta que iniciou uma arrecadação de presentes para doar no Dia das Crianças e a iniciativa foi abraçada por outros colegas. “Fiz uma lista na minha sala para ver quem tinha interesse em doar brinquedos e esta lista acabou chegando em outros setores. Muitas pessoas tiveram e têm interesse em ajudar. Fazer o que gostamos torna as coisas mais leves. Temos que contemplar a vida, dar o nosso melhor. Quando você se propõe a servir o próximo, melhora até como pessoa”, disse.
Veia artística
Mãe, policial, pedagoga, pregoeira e poetisa. Essa é Maria Dulce dos Santos Cidreira, mais conhecida como Madu Cidreira. A servidora conta que apresentou seus dons artísticos desde muito cedo. “Sempre gostei das artes. O teatro é uma das minhas expressões artísticas favoritas! Quando era adolescente eu atuava em casa para a minha família. Em 2011, percebi que a arte era uma forma de amenizar as dores dos meus lutos. Fui me inserindo no contexto artístico cultural da minha cidade, buscando um bálsamo para aliviar o que estava sentindo. O teatro tornou-se o meu consultório de terapia”, salientou.
Em um desses eventos, a servidora conheceu precursoras do movimento artístico Exploesia, foi consagrada como poetisa e lançou seus textos poéticos ao mundo com a publicação no livro Antologia Poética Liberdade, no ano de 2017. “A sensação de ter uma poesia publicada é a mesma sensação de gerar um filho. Minhas poesias não têm um tema em específico, são desabafos”, enfatizou.
A servidora explica que não é fácil conciliar sua vida pessoal com a profissional, mas que dá o melhor de si em ambas as situações. Ela celebra o Dia do Servidor com gratidão e reconhece sua inserção no funcionalismo estadual como um mérito próprio. “Tenho 15 anos no serviço público, a mesma idade do meu filho. Não venho de uma família que teve a tradição de prestar concursos públicos. Sou a única policial da família, minha vida é uma correria, por isso, tento dar o meu melhor sempre, em todos os setores da minha vida”, concluiu.
Ator, publicitário, professor de artes, poeta, escritor, dramaturgo, performer, compositor e diretor. Esse é Paulo Neri que, além dessas ocupações, ainda é funcionário público há 29 anos e trabalha atualmente na Fundação de Hematologia e Hemoterapia do Estado. Ele explica que, em um primeiro momento, optou pelo serviço público por conta da estabilidade, mas com o passar do tempo ficou encantado por estar atuando na área da saúde. Paulo ressalta a importância do atendimento humanizado. “Coloco-me sempre no lugar das pessoas às quais presto atendimento, até porque também faço uso do vasto serviço público em nosso Estado. Tenho muito orgulho em ser servidor público, gosto do que faço, construí boas amizades e sinto-me útil para os que procuram os nossos serviços”, explicou.
Dentre os momentos que o marcaram, Paulo salienta aqueles em que pode contribuir com a sua arte para a instituição. “Acredito que o lúdico é uma ferramenta perfeita para educar e orientar. No teatro a gente ensina divertindo e se divertindo. Sinto-me útil quando a minha diretoria e os meus coordenadores acreditam e apostam nisso, aceitando as minhas propostas. Foi assim que montei peças teatrais, shows, dublagens e poesias para pacientes hemofílicos e para os funcionários. Temos em vista o projeto de transformar nosso auditório em um teatro e coordenar um trabalho para o servidor que envolverá teatro, dança de salão e coral”, finalizou.