O Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) participou, na manhã desta sexta-feira (10), do Bahia Export 2026, realizado na sede da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB), em Salvador. Representando o órgão, o diretor-geral Eduardo Farias Topázio integrou o painel sobre o impacto das energias renováveis e dos investimentos em sustentabilidade no Produto Interno Bruto (PIB) da Bahia.
Com o tema “Impacto das energias renováveis e dos investimentos em sustentabilidade no PIB da Bahia”, o painel reuniu representantes do poder público, setor produtivo, academia e especialistas para discutir os reflexos da transição energética e das práticas sustentáveis no desenvolvimento econômico do estado.
A participação do Inema integrou a programação oficial do evento, considerado um dos principais fóruns de debate sobre infraestrutura, logística, energia, mineração e desenvolvimento sustentável no país. O encontro teve como proposta fortalecer o diálogo entre governo e iniciativa privada, buscando soluções para ampliar a competitividade da Bahia no cenário nacional e internacional.
Na oportunidade, Eduardo Topázio destacou a necessidade de conciliar desenvolvimento econômico e preservação ambiental. “O grande desafio é justamente equilibrar o desenvolvimento econômico com a questão ambiental. São projetos bem-vindos, que trazem, de uma forma ou de outra, o futuro para muitos municípios, com melhoria da arrecadação e ampliação das atividades econômicas”, afirmou.
O diretor-geral também ressaltou a importância do olhar social na implantação dos empreendimentos ligados à energia renovável. “Um dos principais desafios está justamente na questão socioambiental, principalmente em relação às comunidades tradicionais e rurais que vivem no entorno desses empreendimentos. É fundamental que elas também sejam integradas a essa atividade econômica e percebam melhorias concretas na qualidade de vida”, pontuou.
Outro ponto destacado durante o debate foi a necessidade de fortalecimento das medidas de compensação ambiental. “Temos buscado uma parceria muito forte com os empreendedores na questão da compensação ambiental. Quando uma área extensa é ocupada, como ocorre em usinas solares, é necessário garantir o manejo das espécies e a realocação para áreas adequadas”, completou.
O painel também discutiu os impactos dos investimentos em sustentabilidade na geração de empregos, na interiorização do desenvolvimento e no fortalecimento de cadeias produtivas ligadas à economia verde, tema estratégico para o estado.
O Bahia Export 2026 segue com uma programação voltada à discussão de temas ligados à infraestrutura, agronegócio, mineração, ESG, energia e desenvolvimento regional.