30/03/2017
Nesta quinta-feira (30), o Conselho Estadual de Recursos Hídricos da Bahia (Conerh) realizou sua 33ª Reunião Ordinária, no Auditório da Companhia de Engenharia Hídrica e de Saneamento da Bahia (Cerb). O primeiro encontro de 2017 contou com a presença do secretário do Meio Ambiente, Geraldo Reis, presidente do Conerh, e teve como convidado o coordenador de Articulação e Monitoramento da Casa Civil, Luiz Henrique Gonzales D’Utra, que apresentou um resumo dos investimentos recentes do Governo do Estado na gestão da água.
Em sua primeira participação como presidente do Conerh, o secretário Reis compartilhou as prioridades da atual gestão da Secretaria do Meio Ambiente (Sema) na questão hídrica. "Aposto no diálogo, na junção de forças, para disputarmos uma estratégia de desenvolvimento para a Bahia. O meio ambiente deve ser incorporado pelos agentes econômicos não como um entrave, mas como um ativo do seu negócio. E nós do Governo devemos aproveitar a crise hídrica como uma oportunidade para apostar em um modelo de desenvolvimento socioeconômico com sustentabilidade", defendeu.

Entre os pontos prioritários levantados pelo gestor, foram citados os Planos de Bacias Hidrográficas e a necessidade de atualização do Plano Estadual de Recursos Hídricos. "Estamos trabalhando em um plano de trabalho para dar um salto qualitativo e acelerar esses planos. Contamos com o apoio da Casa Civil para mobilizar os recursos necessários para implementar ações estratégicas na gestão das águas. Também está em nossas prioridades o fortalecimento dos comitês e colegiados e uma maior abertura para o diálogo", disse.
Convivência com o Semiárido - Entre os informes apresentados pelo coordenador de Articulação e Monitoramento da Casa Civil, Luiz Henrique Gonzales D’Utra, está a regulamentação, nos próximos dias, do Comitê Governamental de Convivência com o Semiárido e da Câmara Técnica de Ações Emergenciais. O governo está investindo R$ 52 milhões em ações de reforço hídrico, sendo que cerca de R$ 8,9 milhões são referentes a ações emergenciais, como adutoras, poços e carros pipa. Também foram apresentadas as ações emergenciais a serem iniciadas e os investimentos em infraestrutura hídrica a serem implantados no estado. Ambos com recursos em captação.
Saneamento em debate - "A questão da água é um problema de toda a sociedade baiana. Esse conselho tem um papel importante e deve contribuir para atravessarmos esse momento, assim como para planejar a gestão futura", disse o conselheiro Evilásio da Silva Fraga, representante da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado da Bahia (FAEB).
O conselheiro foi um dos que levantou a importância do tratamento do esgoto sanitário no estado. "Há muitos países em que o esgoto não é considerado resíduo, e sim insumo para o reuso. Precisamos inserir fortemente a questão do reuso da água em nossa pauta e investir em saneamento", defendeu.
O tema foi reforçado por outros conselheiros, a exemplo de Maria Lúcia Brito, representante de povos e comunidades tradicionais e integrante do Comitê da Bacia Hidrográfica do Leste, que lembrou a problemática do esgoto no rio Cachoeira. "Enquanto comunidades e povos tradicionais, nossa visão é de que a água é nossa mãe. É o principal alimento do homem. Não podemos tratar assim o nosso alimento", disse.
Em resposta às demandas discutidas, o secretário Geraldo Reis reforçou que "houve saltos na questão do saneamento, em especial em cidades como Vitória da Conquista e Feira de Santana. Mas fica claro nesse debate que temos um olhar de futuro sobre a questão do abastecimento. Precisamos de fato desse redesenho quanto ao saneamento também", disse, sinalizando que a sugestão será encaminhada no âmbito de governo.
Encaminhamentos - Nos demais pontos de pauta da 33ª reunião do Conerh, foram aprovados a ata da 32ª reunião e o Formulário de Avaliação do Progestão 2016.
Em sua primeira participação como presidente do Conerh, o secretário Reis compartilhou as prioridades da atual gestão da Secretaria do Meio Ambiente (Sema) na questão hídrica. "Aposto no diálogo, na junção de forças, para disputarmos uma estratégia de desenvolvimento para a Bahia. O meio ambiente deve ser incorporado pelos agentes econômicos não como um entrave, mas como um ativo do seu negócio. E nós do Governo devemos aproveitar a crise hídrica como uma oportunidade para apostar em um modelo de desenvolvimento socioeconômico com sustentabilidade", defendeu.
Entre os pontos prioritários levantados pelo gestor, foram citados os Planos de Bacias Hidrográficas e a necessidade de atualização do Plano Estadual de Recursos Hídricos. "Estamos trabalhando em um plano de trabalho para dar um salto qualitativo e acelerar esses planos. Contamos com o apoio da Casa Civil para mobilizar os recursos necessários para implementar ações estratégicas na gestão das águas. Também está em nossas prioridades o fortalecimento dos comitês e colegiados e uma maior abertura para o diálogo", disse.
Convivência com o Semiárido - Entre os informes apresentados pelo coordenador de Articulação e Monitoramento da Casa Civil, Luiz Henrique Gonzales D’Utra, está a regulamentação, nos próximos dias, do Comitê Governamental de Convivência com o Semiárido e da Câmara Técnica de Ações Emergenciais. O governo está investindo R$ 52 milhões em ações de reforço hídrico, sendo que cerca de R$ 8,9 milhões são referentes a ações emergenciais, como adutoras, poços e carros pipa. Também foram apresentadas as ações emergenciais a serem iniciadas e os investimentos em infraestrutura hídrica a serem implantados no estado. Ambos com recursos em captação.
Saneamento em debate - "A questão da água é um problema de toda a sociedade baiana. Esse conselho tem um papel importante e deve contribuir para atravessarmos esse momento, assim como para planejar a gestão futura", disse o conselheiro Evilásio da Silva Fraga, representante da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado da Bahia (FAEB).
O conselheiro foi um dos que levantou a importância do tratamento do esgoto sanitário no estado. "Há muitos países em que o esgoto não é considerado resíduo, e sim insumo para o reuso. Precisamos inserir fortemente a questão do reuso da água em nossa pauta e investir em saneamento", defendeu.
O tema foi reforçado por outros conselheiros, a exemplo de Maria Lúcia Brito, representante de povos e comunidades tradicionais e integrante do Comitê da Bacia Hidrográfica do Leste, que lembrou a problemática do esgoto no rio Cachoeira. "Enquanto comunidades e povos tradicionais, nossa visão é de que a água é nossa mãe. É o principal alimento do homem. Não podemos tratar assim o nosso alimento", disse.
Em resposta às demandas discutidas, o secretário Geraldo Reis reforçou que "houve saltos na questão do saneamento, em especial em cidades como Vitória da Conquista e Feira de Santana. Mas fica claro nesse debate que temos um olhar de futuro sobre a questão do abastecimento. Precisamos de fato desse redesenho quanto ao saneamento também", disse, sinalizando que a sugestão será encaminhada no âmbito de governo.
Encaminhamentos - Nos demais pontos de pauta da 33ª reunião do Conerh, foram aprovados a ata da 32ª reunião e o Formulário de Avaliação do Progestão 2016.