Métodos de Valoração Econômica para Unidades de Conservação da Bahia são discutidos pela Sema, Uesc e UFBA

05/05/2017
A Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Sema), por meio de recursos do Fundo Estadual de Recursos do Meio Ambiente (Ferfa), em parceria com as universidades Estadual de Santa Cruz (Uesc) e Federal da Bahia (Ufba), está desenvolvendo um projeto de valoração de recursos naturais em áreas protegidas, com o objetivo de estimar o valor econômico de bens e serviços ambientais ofertados no Parque Estadual das Sete Passagens (PESP), Parque Estadual da Serra do Conduru (PESC) e Parque Estadual da Serra de Montes Altos.

Dentre as ações previstas na parceria, serão realizados estudos da valoração econômica pela teoria da disposição a pagar (DAP) da população do entorno das UCs (método que consiste no estabelecimento de um mercado hipotético em que indivíduos são questionados sobre "bens e serviços" ambientais e sua disposição a pagar por eles); cálculo do sequestro de carbono nos parques; estudo hídrico e estimativa do custo evitado de tratamento de água; além de um exemplo de cálculo do ICMS Ecológico (potencial), caso os municípios do entorno adotassem esse mecanismo.

No mês de abril, a Sema realizou um encontro com a equipe técnica da Uesc e da Ufba, além dos consultores da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), para apresentar os produtos já elaborados nesse projeto. Os consultores da Embrapa Sérgio Tosto e João Mangabeira apresentaram o estudo de carbono estocado nas Unidades de Conservação com diferentes biomas.

Já os economistas da Unicamp Ademar Romero e Alexandre Gori apresentaram um estudo de Valoração Econômica para o Parque Serra do Conduru, que fica na região de Ilhéus e Uruçuca. Também foi realizada uma oficina para a equipe técnica do projeto, que contempla a Sema, a Uesc e a Ufba, com a utilização do software STATA, ferramenta utilizada para calcular a valoração econômica dos parques.

Para a coordenadora de Programas e Projetos de Biodiversidade e Florestas da Sema, Luciana Santa Rita, "o projeto busca identificar e valorar estes serviços, como forma de ampliar a compreensão da população sobre a importância das Unidades de Conservação (UCs), e fomentar o conceito de que as UCs não são ônus para o Estado, mas investimentos com retornos e vantagens mensuráveis economicamente".