07/06/2017
De acordo com sua meta de contribuir para que o setor que representa se desenvolva sobre bases sustentáveis, a Associação Baiana das Empresas de Base Florestal (ABAF), juntamente com o apoio do Governo do Estado da Bahia, por meio da Secretaria do Meio Ambiente, estão apoiando a campanha Carvão Ilegal é Crime, que foi apresentada durante a ‘Oficina dos Promotores de Justiça com Atuação na Área Ambiental, realizada em 1º de junho, em Praia do Forte (BA).
Parte do projeto Floresta Legal e desenvolvida em parceria entre o Núcleo de Defesa da Mata Atlântica (Numa) e o Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Justiça do Meio Ambiente e Urbanismo (Ceama).
O encontro do Ministério Público reuniu membros de diversas regionais e foi presidido pela coordenadora do Ceama, promotora de Justiça Cristina Seixas. “É uma oportunidade de reunir os promotores de Justiça para discutir as questões ambientais da Bahia e alinhar estratégias de atuação”, afirmou Seixas, que abriu o evento ao lado dos promotores de Justiça Fábio Fernandes Corrêa, coordenador do Numa, e Oto Almeida, promotor Ambiental de Mata de São João.
O promotor de Justiça, Fábio Fernandes, destacou que o problema do carvão ilegal foi muito grave no Extremo-sul, o que levou a Promotoria Ambiental, em 2011, a desenvolver a operação ‘Cruzeiro do Sul’, resultado de um trabalho de conscientização, que deu início à parceria com a ABAF.
“A campanha teve excelentes resultados, mas detectamos que o problema era maior ainda, o que resultou na operação, cujo sucesso pode ser medido pela destruição de mais de 3 mil fornos ilegais e o desmantelamento de uma verdadeira quadrilha”, salientou Fernandes, frisando que atualmente outras promotorias enfrentam problemas relacionados e podem ser beneficiadas pelo programa.A campanha consiste em conscientização, por meio da distribuição de material mostrando que há uma série de outros delitos envolvidos”.
O promotor frisou que ao adquirir carvão, o comprador deve saber a origem dele, para evitar crimes correlatos. “É uma cadeia que envolve tráfico de drogas, prostituição, roubo e furto e, caso ela não seja quebrada, novas operações podem vir a ser realizadas”, concluiu.
“A conscientização da população por meio da informação é a arma mais importante e poderosa que temos. A campanha mostra de maneira clara, direta e transparente como estes atos ilegais podem interferir em diferentes âmbitos, assim como na vida dos envolvidos. Assim, estamos apoiando o Ministério Público neste trabalho que será feito nas regiões do Estado onde houver necessidade ”, afirma o diretor executivo da ABAF, Wilson Andrade.
Ainda de acordo com Andrade, os atos criminosos trazem diversos outros problemas para a sociedade, como o crime organizado, o trabalho infantil, a evasão escolar, a exploração do trabalhador, o tráfico de drogas e a sonegação de impostos, o que demonstra a dimensão da mazela de roubo e queima de madeira nativa e eucalipto para a produção ilegal de carvão. “Além disso, o roubo de madeira e os incêndios provocados por esta atividade são problemas que contribuem para a devastação do meio ambiente”, acrescenta.
Parte do projeto Floresta Legal e desenvolvida em parceria entre o Núcleo de Defesa da Mata Atlântica (Numa) e o Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Justiça do Meio Ambiente e Urbanismo (Ceama).
O encontro do Ministério Público reuniu membros de diversas regionais e foi presidido pela coordenadora do Ceama, promotora de Justiça Cristina Seixas. “É uma oportunidade de reunir os promotores de Justiça para discutir as questões ambientais da Bahia e alinhar estratégias de atuação”, afirmou Seixas, que abriu o evento ao lado dos promotores de Justiça Fábio Fernandes Corrêa, coordenador do Numa, e Oto Almeida, promotor Ambiental de Mata de São João.
O promotor de Justiça, Fábio Fernandes, destacou que o problema do carvão ilegal foi muito grave no Extremo-sul, o que levou a Promotoria Ambiental, em 2011, a desenvolver a operação ‘Cruzeiro do Sul’, resultado de um trabalho de conscientização, que deu início à parceria com a ABAF.
“A campanha teve excelentes resultados, mas detectamos que o problema era maior ainda, o que resultou na operação, cujo sucesso pode ser medido pela destruição de mais de 3 mil fornos ilegais e o desmantelamento de uma verdadeira quadrilha”, salientou Fernandes, frisando que atualmente outras promotorias enfrentam problemas relacionados e podem ser beneficiadas pelo programa.A campanha consiste em conscientização, por meio da distribuição de material mostrando que há uma série de outros delitos envolvidos”.
O promotor frisou que ao adquirir carvão, o comprador deve saber a origem dele, para evitar crimes correlatos. “É uma cadeia que envolve tráfico de drogas, prostituição, roubo e furto e, caso ela não seja quebrada, novas operações podem vir a ser realizadas”, concluiu.
“A conscientização da população por meio da informação é a arma mais importante e poderosa que temos. A campanha mostra de maneira clara, direta e transparente como estes atos ilegais podem interferir em diferentes âmbitos, assim como na vida dos envolvidos. Assim, estamos apoiando o Ministério Público neste trabalho que será feito nas regiões do Estado onde houver necessidade ”, afirma o diretor executivo da ABAF, Wilson Andrade.
Ainda de acordo com Andrade, os atos criminosos trazem diversos outros problemas para a sociedade, como o crime organizado, o trabalho infantil, a evasão escolar, a exploração do trabalhador, o tráfico de drogas e a sonegação de impostos, o que demonstra a dimensão da mazela de roubo e queima de madeira nativa e eucalipto para a produção ilegal de carvão. “Além disso, o roubo de madeira e os incêndios provocados por esta atividade são problemas que contribuem para a devastação do meio ambiente”, acrescenta.