Projeto prevê investimento para produção recorde de leite na Bahia

14/07/2015
Um dos maiores grupos de produtos lácteos do mundo, a Agri Brasil, esteve na última quarta-feira (3/3), na Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Sema), para apresentar a proposta de instalação de unidade de produção de leite no município de Jaborandi, no oeste da Bahia. A iniciativa compreende área de criação de animais, indústria processadora de leite em pó, fábrica de ração, e área agrícola.

O projeto prevê a geração de bioenergia, o reuso de água, e a capacitação de águas de chuva, garantindo maior racionalidade no uso dos recursos ambientais, e consequentemente maior sustentabilidade. “Serão investidos R$ 2,4 bilhões na primeira etapa, com geração de cerca de 1.300 empregos diretos e 4.700 indiretos na região”, diz Antônio Martins, um dos sócios do projeto, que destaca ainda que a unidade de produção de leite terá capacidade para 200 mil animais, em sistema de confinamento.

Até 2020, a Agri Brasil pretende transformar a Bahia no mais importante produtor e exportador de lácteos do mundo. “Queremos criar no Estado uma marca Premium incomparável”, afirma o investidor holandês Kees Koolen, um dos fundadores da empresa. “Nosso objetivo é gerar autossuficiência baiana e brasileira em leite”.

O secretário do Meio Ambiente, Eugênio Spengler, destacou a importância da verticalização da economia para o desenvolvimento do Estado, bem como a necessidade de garantir a transferência de tecnologia para a melhoria da atividade de pecuária leiteira no estado. “É fundamental o foco em práticas sustentáveis, e o uso racional dos bens ambientais, sem esquecer a importância da relação da empresa com a comunidade local, e as instituições regionais”.

Para o prefeito de Jaborandi, Assuéro Alves, entre os benefícios na região com a implantação da Agri Brasil destacam-se a geração de impostos - que pode triplicar o ICMS no município -, e de emprego diretos e indiretos. “Nossa maior preocupação se refere à questão ambiental”, afirmou. “Estamos seguindo a orientação da Agência Nacional de Águas (Ana) para usarmos apenas a água do subsolo, minimizando o impacto ambiental no solo”.

Fonte: Ascom/Sema