13.11.2009 – Binho é o mais novo integrante do Jardim Zoológico de Salvador. O pequeno mico tem aproximadamente quatro meses de idade e passaria despercebido se uma característica não o tornasse diferente dos outros animais do zoo: ele é albino.
O pêlo branco, pela falta de melanina - proteína que dá pigmentação à pele e aos cabelos dos mamíferos -, e os olhos vermelhos do bebê primata são indicativos próprios de animais que possuem esta condição Genética. Em especial, são sensíveis à luz, pois não suportam a exposição intensa ao raio solar tanto na pele quanto na visão.
“Binho” não é o único animal albino do zoológico, além dele tem “Alvinho”. A serpente píton possui uma coloração de matizes amarelo e branco, sendo que a cor normal dessa espécie é a variação entre as cores verde e marrom.
O albinismo entre os animais é uma raridade, mas qualquer animal é passivo de tê-lo. “É congênito, ou seja, os pais possuem o gene do albinismo, podendo ou não apresentar características externas, que por sua vez é passado para os filhotes.”, explicou Vinicius Dantas, veterinário do Zoo de Salvador.
Cuidados – Por se tratar de animais que possuem sensibilidade ao sol ou a claridades intensas, os albinos necessitam de atenção especial, principalmente por serem mais susceptíveis ao câncer de pele e serem presas fáceis pela falta de pigmentação.
Mito – As pessoas acham que o albinismo só ocorre entre os humanos, mas isso é mito. A prova é que cada vez mais animais albinos, aparecem em locais inusitados e se tornam objetos de curiosidade junto à população. “Quando as crianças vêem “Alvinho”, toda amarelo, ficam curiosas e encantadas por conta da falta de coloração da serpente.”, diz Marianne.
Emas brancas ou albinas – De acordo com Dantas os visitantes tem dificuldade para distinguir um animal branco, do albino. O zoo possui em seu plantel duas emas brancas, que apesar de terem penas brancas, o que as difere de animais albinos é a cor dos olhos, que são azuis, pela presença da melanina. “As pessoas se confundem e não percebem a diferença, um do outro.” conclui.
Fonte: Ascom/Sema