O Instituto do Meio Ambiente (IMA), em parceria com a Universidade do Estado da Bahia, inaugura, na segunda-feira (8), o Laboratório de Sementes Nativas e reinaugura o Herbário do Campus 9, ambos na Uneb de Barreiras, a 873 quilômetros de Salvador.
O bioma cerrado é formado por um rico ecossistema e ocorre em regiões heterogêneas, sendo que sua maior concentração está no centro-oeste do país. Depois da Mata Atlântica, o cerrado é o bioma brasileiro mais alterado pela ocupação humana.
Assim como em outras regiões, o oeste baiano vem passando por acelerado processo de ocupação, com instalação de grandes empreendimentos agropecuários, impulsionados a partir da década de 80.
Para minimizar impactos ocorridos ao longo dos anos e promover o reconhecimento e a sustentabilidade dos recursos naturais do cerrado baiano, o IMA, órgão vinculado à Secretaria de Meio Ambiente (Sema), criou a Base Cerrado que, por meio de convênio com a Uneb, apóia o desenvolvimento de pesquisas relacionadas à proteção do meio ambiente no bioma e está possibilitando a inauguração do laboratório e a reinauguração do herbário.
O Laboratório de Sementes, que já possuía uma estrutura de viveiro, produziu 53 mil mudas utilizadas em sistemas de revegetação de áreas pré-determinadas, como a mata ciliar do Rio Grande - um dos principais afluentes do Rio São Francisco - áreas destinadas à reserva legal, áreas de exploração da mineradora e a mata da Serra do Mimo, localizada próximo à Uneb de Barreiras.
Além do fomento na recuperação de áreas e arborização urbana, o laboratório vem conduzindo experimentos que têm contribuído para o conhecimento técnico-científico e para o estabelecimento de métodos adequados de superação de dormência e armazenamento de sementes de diversas espécies nativas.
Já o Herbário do Campus 9 tem como objetivo principal, o conhecimento da composição da flora em diferentes fisionomias do cerrado. Desde a sua implantação, o herbário vem contribuindo para o reconhecimento da vegetação local, além de estimular o estudo da botânica, subsidiar pesquisas científicas ou populares, sobre a flora da região – por se constituir num banco de informações que devem ser disponibilizadas à sociedade -, divulgar técnicas utilizadas no estudo científico da botânica e fornecer material para estudo prático em escolas secundaristas.
Fonte: Agecom