04.05.2009 – Jovens moradores do município de Ipirá (cerca de 250 quilômetros de Salvador) deram uma lição de cuidado com o futuro sustentável ao reaproveitar galões de plástico, latas de tinta e sucatas para fazer o som da percussão do projeto social “Dançar a Vida”. Além de promover a arte e a cultura, a iniciativa alerta os jovens para a importância de preservar o meio ambiente. O projeto existe há quatro anos e atende cerca de 150 jovens do município.
Ao som da música ‘Planeta Água’, de Guilherme Arantes, os adolescentes abriram o I Fórum de Defesa da Serra da Caboronga, uma reserva natural responsável pelo equilíbrio ecológico da região. O evento aconteceu no Campus da Fundação Antonio Almeida (Fundal) e contou com a participação de representantes da comunidade local, do poder público e da sociedade civil organizada.
Na oportunidade, técnicos da Secretaria do Meio Ambiente do Estado (Sema), ministraram palestras sobre os programas implementados pela secretaria para conservar os biomas baianos, a importância de recuperar florestas nativas, matas ciliares e nascentes de rios, além da legislação ambiental para legitimar a Serra da Caboronga como parque municipal.
Alternativa sustentável - De acordo com o secretário do Meio Ambiente (Sema), Juliano Matos, a idéia é fazer de Ipirá um modelo de preservação e desenvolvimento sustentável, já que atividades econômicas como a pecuária vêm comprometendo os recursos naturais locais. “Nós não vamos mais conseguir desenvolver sem preservar o meio ambiente”, defendeu Matos.
Uma alternativa economicamente viável e ambientalmente sustentável, segundo Matos, seria a implantação do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf Florestal) que gera emprego e renda, a partir do próprio sustento das áreas plantadas consorciada com atividades agrícolas. “O programa fortalece a agricultura familiar dos pequenos produtores do Estado”, explicou o secretário, ao destacar que 65% da população de Ipirá vive na zona rural.
Na opinião de Dalila Souza Lima, 16 anos, cantora e percussionista do projeto social “Dançar a Vida”, a degradação dos recursos naturais existentes na Serra da Caboronga afeta não só os ipiraenses, mas toda geração futura. “Temos que cuidar do que é nosso e não deixar que acabem com o que ainda resta”, alertou a estudante.
Fonte: Ascom/Sema