Fórum discute impactos socioambientais das usinas eólicas na Bahia

21/07/2021
O Fórum Baiano de Mudanças Climáticas e de Biodiversidade (FBMC-Bio), entidade que tem como atribuições estruturar e a implementar a Política Estadual de Mudanças Climáticas, realizou nesta quarta-feira (21) a 1º Reunião Extraordinária para discutir sobre os impactos socioambientais associados, tanto à construção, quanto à operação de parques eólicos no estado da Bahia. Na ocasião, o colegiado convidou o professor Juracy Marques, da Universidade do Estado da Bahia (Uneb), para apresentar seu trabalho de pesquisa que aborda os Impactos da instalação de usinas eólicas nos ecossistemas baianos.

Juracy organizou com o pesquisador Alfredo Wagner um conjunto de estudos sobre esses impactos na região das Serras, no município de Jacobina, que se transformou em um Livro digital intitulado Ecocídio das Serras do Sertão. O pesquisador destacou que a pesquisa pode colaborar para novas discussões sobre os impactos socioambientais provocados pelas atividades eólicas na região. "Esse estudo tem o objetivo de contribuir na luta contra a prática de ser designado a maior carga dos danos ambientais do desenvolvimento nas populações marginalizadas e vulneráveis", disse o professor da Uneb.

A secretária do Meio do Ambiente do Estado (Sema) Márcia Teles destacou que o Fórum é um espaço democrático para discussões de diversos temas para o enriquecimento do colegiado. "O FBMC-Bio desempenha um papel essencial na condução das discussões dos temas afeitos às mudanças climáticas, uma vez que atua como um elo entre o Governo e a sociedade civil, contribuindo para o alcance dos pressupostos de um desenvolvimento sustentável, pontua a gestora da pasta".

Para o diretor-técnico da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica), Sandro Kiyoshi Yamamoto, o debate foi importante para melhorar as ações ao longo do tempo em prol do meio ambiente. “Participamos de vários grupos de discussão, sempre visando as melhores práticas ambientais. Anotei o máximo de informação dessa discussão para dialogarmos com as empresas, a sociedade civil e os órgãos públicos ambientais para a melhora do processo de mitigação de possíveis impactos socioambientais", pontua. 

FBMC-Bio - Criado pelo Decreto nº 9.519 em 18 agosto de 2005, o Fórum Baiano de Mudanças Climáticas Globais e de Biodiversidade – FBMC-Bio tem como principais atribuições estruturar e a implementar a Política Estadual de Mudanças Climáticas, cumprindo o disposto na Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2009 que a estabeleceu como prioridade da Administração Pública Estadual.

Quanto a sua composição, o Fórum inicialmente, possuía 38 representantes e foi alterado para 54 membros, com a inclusão de universidades estaduais, comunidades tradicionais, quilombola e povos indígenas.