Educação ambiental na transformação da sociedade

29/03/2012

29.03.2012 - Visões do Mundo e suas Relações com a Educação Ambiental foi um dos temas em discussão no segundo dia do VII Fórum Brasileiro de Educação Ambiental, na manhã desta quinta-feira (29). Pesquisadores, educadores e ambientalistas foram convidados a refletir sobre a necessidade de mudanças de atitudes e os desafios para a integração da Educação Ambiental em todos os setores da sociedade. O evento, que acontece no Centro de Convenções da capital baiana, está na agenda de encontros preparatórios para a Rio + 20.

Para o educador e economista, Marcos Arruda, coordenador geral do Instituto de Políticas Alternativas para o Cone Sul (PACS), a Educação Ambiental é um elemento transformador e libertador, a chave para uma nova realidade.  “Estamos todos interligados e a forma como pensamos e agimos colabora para a construção ou destruição da nossa consciência coletiva. O que fazemos com o Meio Ambiente se reflete diretamente em nossas vidas”, declarou Arruda, lembrando que 20 anos após a Eco 92, o Brasil tem ainda grandes desafios, mas “ há esperança porque já somos milhões, em todo o mundo, trabalhando de forma organizada”, completa.

Marcos Terena, índio xané, do Mato Grosso, e articulador pelos direitos indígenas junto à Organização das Nações Unidas (ONU), ressaltou que é necessário agregar à Educação Ambiental temas sustentáveis, a exemplo da questão do consumo e da geração de lixo. “A consciência ambiental não se trata apenas de defender o verde, temos que repensar a forma como nos apoderamos dos recursos naturais e como degradamos o meio ambiente”, ressaltou, completando com uma pequena provocação à platéia formada, na sua maioria, por jovens: “Cadê vocês?”

Ainda na manhã desta quinta-feira, o filósofo e ecologista Celso Marques, presidente da Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural (AGAPAN) convidou aos presentes para um aprofundamento nas reflexões sobre o tipo de sociedade que foi criada no país. Para ele, 20 anos após a Eco 92, a consciência sobre a importância das questões mudou. “O movimento ecológico é triunfante. Nossos inimigos não conseguiram nos vencer, mas temos que ficar alertas porque eles estão se apoderando do nosso discurso. Essa é a lógica capitalista”, finalizou.

Fórum – Realizado pela Rede Brasileira de Educação Ambiental (REBEA), Rede Baiana de Educação Ambiental (REABA), e Instituto Roerich de Cultura da Paz, o VII FBEA ocorre de 28 a 31 de março, em Salvador, e tem como tema central Rumo à Rio + 20 e às Sociedades Sustentáveis. Conta ainda com o apoio institucional dos Ministérios da Educação, Meio Ambiente e Desenvolvimento Agrário, e das Secretarias Estaduais do Meio Ambiente, Educação e Planejamento.

Confira outras informações wwwviiforumeducacaoambiental.org.br

Fonte: Ascom/Sema