02/12/2016
Em continuidade as atividades de prevenção aos incêndios florestais no território da Chapada Diamantina, a Secretaria do Meio Ambiente do Estado (Sema) e o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) realizaram, nos dias 1 e 2/12, no Assentamento São Sebastião, município de Wagner, atividades teóricas e práticas voltadas à utilização de práticas agrícolas sustentáveis por produtores rurais do Território da Chapada Diamantina.
Na abertura dos trabalhos, jovens moradores do assentamento, realizaram uma encenação com abordagem das questões vivenciadas na agricultura local e as mudanças de práticas agrícolas convencionais. “É perceptível o interesse e a mobilização da comunidade em adotar práticas agrícolas sustentáveis, um processo de construção coletiva e democrática, com a participação deagricultores, professores, estudantes epoder público”, ressaltou a técnica da diretoria de Educação Ambiental para Sustentabilidade (Dieas) da Sema, Silvani Honorato.
Para Wilson Pianissola, da direção estadual do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e morador do Assentamento São Sebastião, a mobilização dos moradores da região demonstra a preocupação de quem utiliza o solo para a produção de alimentos em adotar práticas que preservem os rios e a vegetação nativa. “Sabemos que esta mudança deve ser feita aos poucos, mostrando para os vizinhos que é possível ter renda simultaneamente com a qualidade ambiental e de saúde. Temos alguns assentamentos que já estão implementando sistemas agroecológicos”.
“Outra questão que deve ser considerada é a situação hídrica na região, estamos perdendo os nossos rios, a vazão baixa e a qualidade diminuindo a cada dia. Pretendemos aproveitar este momento com vários atores sociais presentes para consolidar um pacto, um plano de ações voltado ao fortalecimento de práticas agrícolas sustentáveis”, pontuouPianissola.
Durante a programação foram abordados temas com fundamentos agroecológicos, manejo adequado de solo e água, plantio, sistema agroflorestal e produção de alimentos para subsistência, dentre outros. As ações fazem parte do Programa Bahia sem Fogo que realiza campanhas anuais de prevenção, fiscalização e combate, voltadas principalmente para os municípios com maior ocorrência de incêndios florestais nas regiões da Chapada Diamantina e Oeste Baiano.
A bióloga da Sema, Camila Lima, realizou uma apresentação sobre conceitos, modelose o potencial do plantio no sistema de agricultura sintrópica. “No sistemaagroflorestal é possível recuperar solos degradados, considerados pelo agricultor como improdutivos,através da regeneração natural, utilizando árvores, arbustos e plantas com grande incidência na localidade como fonte de biomassa, consorciados ao cultivo de espécies de importância econômica, frutíferas e hortaliças, gerando benefícios ambientais, econômicos e sociais. Na fase inicial de recuperação deve ser feito o plantio de plantas de rápido crescimento, para acelerar a disponibilidade de biomassa, após o enriquecimento do solo poderá ser feito o plantio de espécies mais exigentes”.
“Existe o desafio de produzir comida e se manter economicamente, por isso é fundamental a capacitação dos agricultores e o planejamento de todo o processo de cultivo, desde a escolha do terreno, cultivo, o beneficiamento e a própria venda. É importante, por exemplo, selecionar as melhores sementes para gerar produtos comercialmente viáveis, bem como o trabalho em conjunto, comunitário, para fortalecer a cadeia produtiva. A Política de Agroecologia proposta pelo Governo da Bahia traz avanços com a promoção de políticas públicas de incentivo e suporte técnico junto aos agricultores”, destacou Camila Lima.
Militante da juventude do São Sebastião e técnica em agroecologia, Gleizer Poliana, falou sobre os conceitos e desafios na utilização de sistemas agroflorestais. “O maior desafio é a falta de conhecimento técnico por parte dos agricultores o que aumenta o custo inicial para implantação e retorno financeiro pode sermais demorado.Planejamos utilizar duas áreas, uma para hortaliças, que servirá para consumo da escola que fica no assentamento. A outra fica em uma área onde realizamos reflorestamento e pretendemos utiliza-la para plantio de frutíferas que se desenvolvam simultaneamente às mudas do reflorestamento”.
“Uma alternativa é a utilização de quintais agroflorestais para assegurar uma complementação alimentar, com variedade de plantas de usos múltiplos, além de alimentos e produtos úteis o ano todo. É preciso observar as espécies que serão plantadas, a facilidade em encontrar as sementes, o período de geração dos frutos, colheita e aceitação do consumidor”, explicou Poliana.
De acordo com o diretor do Centro Territorial de Educação Profissional da Chapada Diamantina (CETEP), em Wagner, Gileno Menezes, é preciso sensibilizar a população quanto à importância da produção de alimentos sem agrotóxicos, respeitando a saúde e a natureza. “Como diretor do CETEP Chapada trabalho na implementação de conceitos agroecológicos junto ao corpo docente e alunos. Quando a população começar a cobrar um produto mais saudávelcria-se um mercado e aumenta a rentabilidade e o interesse na produção sustentável”, enfatizou.
O Programa promove, desde setembro, atividades de educação ambiental nos municípios de Andaraí, Barra da Estiva, Ibicoara, Iraquara, Lençóis, Mucugê, Palmeiras, Piatã, Seabra e Rio de Contas. A iniciativa visa aprimorar as medidas preventivas contra incêndios, através de encontros e discussões temáticas, oficinas, roda de conversa, entrega de materiais socioeducativos e intercâmbio de experiências socioambientais.
O encontro contou com a participação do geógrafo e coordenador de projetos da Conservação Internacional (CI), Rogério Mucugê, de moradores do distrito de Núbia, no município de Piatã, de representantes da comunidade quilombola da Barriguda, no município de Mucugê, e do Assentamento Bela Flor.
Na abertura dos trabalhos, jovens moradores do assentamento, realizaram uma encenação com abordagem das questões vivenciadas na agricultura local e as mudanças de práticas agrícolas convencionais. “É perceptível o interesse e a mobilização da comunidade em adotar práticas agrícolas sustentáveis, um processo de construção coletiva e democrática, com a participação deagricultores, professores, estudantes epoder público”, ressaltou a técnica da diretoria de Educação Ambiental para Sustentabilidade (Dieas) da Sema, Silvani Honorato.
Para Wilson Pianissola, da direção estadual do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e morador do Assentamento São Sebastião, a mobilização dos moradores da região demonstra a preocupação de quem utiliza o solo para a produção de alimentos em adotar práticas que preservem os rios e a vegetação nativa. “Sabemos que esta mudança deve ser feita aos poucos, mostrando para os vizinhos que é possível ter renda simultaneamente com a qualidade ambiental e de saúde. Temos alguns assentamentos que já estão implementando sistemas agroecológicos”.
“Outra questão que deve ser considerada é a situação hídrica na região, estamos perdendo os nossos rios, a vazão baixa e a qualidade diminuindo a cada dia. Pretendemos aproveitar este momento com vários atores sociais presentes para consolidar um pacto, um plano de ações voltado ao fortalecimento de práticas agrícolas sustentáveis”, pontuouPianissola.
Durante a programação foram abordados temas com fundamentos agroecológicos, manejo adequado de solo e água, plantio, sistema agroflorestal e produção de alimentos para subsistência, dentre outros. As ações fazem parte do Programa Bahia sem Fogo que realiza campanhas anuais de prevenção, fiscalização e combate, voltadas principalmente para os municípios com maior ocorrência de incêndios florestais nas regiões da Chapada Diamantina e Oeste Baiano.
A bióloga da Sema, Camila Lima, realizou uma apresentação sobre conceitos, modelose o potencial do plantio no sistema de agricultura sintrópica. “No sistemaagroflorestal é possível recuperar solos degradados, considerados pelo agricultor como improdutivos,através da regeneração natural, utilizando árvores, arbustos e plantas com grande incidência na localidade como fonte de biomassa, consorciados ao cultivo de espécies de importância econômica, frutíferas e hortaliças, gerando benefícios ambientais, econômicos e sociais. Na fase inicial de recuperação deve ser feito o plantio de plantas de rápido crescimento, para acelerar a disponibilidade de biomassa, após o enriquecimento do solo poderá ser feito o plantio de espécies mais exigentes”.
“Existe o desafio de produzir comida e se manter economicamente, por isso é fundamental a capacitação dos agricultores e o planejamento de todo o processo de cultivo, desde a escolha do terreno, cultivo, o beneficiamento e a própria venda. É importante, por exemplo, selecionar as melhores sementes para gerar produtos comercialmente viáveis, bem como o trabalho em conjunto, comunitário, para fortalecer a cadeia produtiva. A Política de Agroecologia proposta pelo Governo da Bahia traz avanços com a promoção de políticas públicas de incentivo e suporte técnico junto aos agricultores”, destacou Camila Lima.
Militante da juventude do São Sebastião e técnica em agroecologia, Gleizer Poliana, falou sobre os conceitos e desafios na utilização de sistemas agroflorestais. “O maior desafio é a falta de conhecimento técnico por parte dos agricultores o que aumenta o custo inicial para implantação e retorno financeiro pode sermais demorado.Planejamos utilizar duas áreas, uma para hortaliças, que servirá para consumo da escola que fica no assentamento. A outra fica em uma área onde realizamos reflorestamento e pretendemos utiliza-la para plantio de frutíferas que se desenvolvam simultaneamente às mudas do reflorestamento”.
“Uma alternativa é a utilização de quintais agroflorestais para assegurar uma complementação alimentar, com variedade de plantas de usos múltiplos, além de alimentos e produtos úteis o ano todo. É preciso observar as espécies que serão plantadas, a facilidade em encontrar as sementes, o período de geração dos frutos, colheita e aceitação do consumidor”, explicou Poliana.
De acordo com o diretor do Centro Territorial de Educação Profissional da Chapada Diamantina (CETEP), em Wagner, Gileno Menezes, é preciso sensibilizar a população quanto à importância da produção de alimentos sem agrotóxicos, respeitando a saúde e a natureza. “Como diretor do CETEP Chapada trabalho na implementação de conceitos agroecológicos junto ao corpo docente e alunos. Quando a população começar a cobrar um produto mais saudávelcria-se um mercado e aumenta a rentabilidade e o interesse na produção sustentável”, enfatizou.
O Programa promove, desde setembro, atividades de educação ambiental nos municípios de Andaraí, Barra da Estiva, Ibicoara, Iraquara, Lençóis, Mucugê, Palmeiras, Piatã, Seabra e Rio de Contas. A iniciativa visa aprimorar as medidas preventivas contra incêndios, através de encontros e discussões temáticas, oficinas, roda de conversa, entrega de materiais socioeducativos e intercâmbio de experiências socioambientais.
O encontro contou com a participação do geógrafo e coordenador de projetos da Conservação Internacional (CI), Rogério Mucugê, de moradores do distrito de Núbia, no município de Piatã, de representantes da comunidade quilombola da Barriguda, no município de Mucugê, e do Assentamento Bela Flor.