19.11.2008 - Representantes dos 10 municípios inseridos no Território de Identidade da Região Metropolitana - Camaçari, Candeias, Dias D’ Ávila, Itaparica, Lauro de Freitas, Madre de Deus, Salinas da Margarida, Salvador, Simões Filho e Vera Cruz, compareceram hoje (18) à apresentação do Programa de Gestão Ambiental Compartilhada (GAC), da Secretaria do Meio Ambiente (Sema). O seminário no auditório da União dos Municípios da Bahia vai percorrer os 26 territórios de identidade do Estado.
O GAC propõe descentralizar ações ambientais de impacto local, capacitar técnicos e gestores municipais, identificar fontes de recursos e definir competências. O desafio da Sema é promover a autonomia na gestão ambiental em 100 cidades municípios baianos até 2010. O território de identidade do Litoral Sul foi o primeiro a conhecer as diretrizes do programa, no ultimo dia 7, com o evento em Itabuna.
Para a prefeita do município de Candeias, Maria Maia, o seminário é uma oportunidade de conhecer as finalidades do programa. “Para ter êxito, o GAC precisa aliar definição de competência com aparato técnico, capacitado para fiscalizar ações e projetos”, destacou.
Na opinião de Almir Requião, coordenador da Organização Não-governamental Manguezal meu Quintal, que desenvolve trabalho de educação ambiental com filhos de pescadores e marisque iras do povoado de Ponta Grossa, no município de Vera Cruz, o GAC pode contribuir para a implantação de projetos na área de resíduos sólidos. O lixo é o principal problema ambiental da região, segundo Requião. “Pode acarretar no desaparecimento do caranguejo e do siri, já que é jogado nos quintais e na maré, degradando o manguezal”, alertou.
Articulação - De acordo com o superintendente de Políticas para a Sustentabilidade, Eduardo Mattedi, o GAC não se faz apenas com orçamento, estrutura técnica e capacitação. “A articulação e a transversalidade são imprescindíveis no fortalecimento da gestão ambiental do município, com planejamento, fiscalização e educação ambiental”, defendeu.
Fonte: Ascom/Sema