Secretária participa de debate sobre reserva de vagas para mulheres na reforma política

04/08/2021
Representando a Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Sema), a titular da pasta, Márcia Telles participou nesta quarta-feira (04), de uma audiência pública virtual intitulada "Reforma Política e a Reserva de Vagas para Mulheres nas Casas Legislativas". O evento foi realizado pela Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), através da Comissão dos Direitos da Mulher, presidida pela deputada Olivia Santana.

“Apesar de ter sido aprovado pelo Senado, o projeto que já sofreu várias emendas no legislativo, pode não garantir a reserva de cotas nas cadeiras legislativas, deixando mais uma vez as mulheres sem muitas perspectivas na política brasileira”, ressaltou Olívia Santana.

Para Márcia Telles, discutir a representatividade feminina na política é falar de uma sociedade mais justa. "A luta pela participação feminina vem de muito tempo, e cada vez mais ela se consolida pela força de mulheres na política. Precisamos dessa participação, nós representamos um eleitorado significativo, então é necessário e justo que tenhamos uma representatividade maior”, afirma.

"Infelizmente, as mulheres muitas vezes são preteridas durante as escolhas feitas para assumir cargos de direção, sem justificativa técnica. É claro que temos todo o potencial, inteligência e a possibilidade de desenvolver qualquer trabalho. Que a luta de diversas mulheres na política hoje sirva como espelho para podermos combater esse preconceito no dia a dia", pontuou Telles.

Pauta - o Senado Federal aprovou em julho o projeto que determina uma porcentagem mínima de cadeiras na Câmara dos Deputados, nas Assembleias Legislativas dos Estados, e nas Câmaras de Vereadores a ser preenchidas por mulheres, convocando-se as suplentes, caso não sejam eleitas em número suficiente para cumprir esse percentual. A proposta também garante recursos do Fundo Especial de Financiamento de campanha (FEFC) e do Fundo Partidário para as candidaturas proporcionais femininas. 

As propostas, que ainda vão passar pela Câmara dos Deputados, necessitam ser debatidas com maior profundidade, especialmente quanto ao impacto da composição das bancadas femininas em todo o país, a violência política de que sofrem as mulheres, bem como a possibilidade de retrocessos, visto que há articulação contrária aos projetos.