14/06/2021
A Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Sema) deu início na tarde desta quinta-feira ao curso “Diversos Olhares para a Educação Ambiental”, com a realização de uma aula inaugural que contou com a presença da professora doutora da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), Alessandra Buonavoglia, e do professor doutor do Departamento de Ciências Florestais da ESALQ/USP, Marcos Sorrentino. O curso conta com a participação de 380 alunos, entre técnicos da área, gestores públicos e sociedade civil, de todo o território baiano. Com carga horária de 40 horas, serão certificados todos os participantes que alcançarem 70% de participação.
“Diversos Olhares para a Educação Ambiental faz parte da programação do Junho Ambiental realizado pela Sema e o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), durante esse mês, em comemoração ao Dia Mundial do Meio Ambiente. O curso foi idealizado também para reforçar os 10 anos da Política Pública de Educação Ambiental do Estado da Bahia, Lei 12.056 instituída em 7 de janeiro de 2011. A nossa proposta é ampliar o diálogo sobre o futuro do planeta e estimular o compromisso diante das questões socioambientais contemporâneas com vistas a construção de sociedades sustentáveis”, explicou o diretor de Educação Ambiental da Sema, José Carlos Oliveira.
A professora Alessandra Buonavoglia, que já foi coordenadora na Diretoria de Educação Ambiental para a Sustentabilidade (DIEAS) da Sema, falou sobre o processo de degradação socioambiental sem precedentes que a humanidade não tinha visto até então. “Essa degradação ambiental e também ecológica tem muito a ver com o modelo civilizacional que foi adotado, com essa forma da sociedade se organizar para produzir e consumir, e como esse consumismo está relacionado, numa esfera subliminar, à felicidade”, explicou.
Buonavoglia afirmou ainda que “essa crise civilizacional gera uma série de problemas, como a questão dos resíduos sólidos, a questão hídrica, questões diversas ligadas a processos de discriminação, de violência e de valores que estão sendo disseminados na sociedade. E esse problema ético-político gera um sofrimento generalizado não só aos humanos, como também aos não humanos com quem a gente compartilha a nossa vida. Sofrimento agravado pela pandemia, que pode ser vista como uma consequência desse modelo de produção e consumo que foi adotado pela humanidade”.
O biólogo e pedagogo, Marcos Sorrentino, em sua fala na aula inaugural, seguiu a mesma linha de raciocínio da professora Alessandra. “O coronavírus não é o problema, mas a consequência de um problema muito maior que está relacionado a uma incompreensão que nós humanos temos de como podemos construir uma sustentabilidade para a vida no planeta Terra. Não adianta ficarmos acusando nossos pais, avós e bisavós, que tanto desejaram esse modelo de desenvolvimento. Porque essa foi a ideia vendida para eles, que para melhorar de vida significava ter, cada vez mais bens materiais, significava embarcar de cabeça nesse modelo monocultural simplificador que levou ao que estamos vivendo hoje. Mas, felizmente, estamos percebendo cada vez mais que isso não é suficiente, e vai contra os nossos próprios objetivos de busca de felicidade”, afirmou Sorrentino.
Para assistir a aula na íntegra basta acessar o youtube da Sema. O curso segue até o dia 18 de junho.