21/11/2023
No coração do semiárido baiano, o Programa Água Doce Bahia (PAD-Bahia) emergiu no ano de 2012 como uma resposta robusta e integrada para enfrentar desafios socioambientais, econômicos e de segurança alimentar. Na manhã desta terça-feira (21), representantes de todo o estado estiveram presentes em Salvador para a abertura do VIII Encontro Estadual do PAD-Bahia.
Organizado pela Secretaria do Meio Ambiente (Sema) e pelo Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), e pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), o evento que acontece no Gran Hotel Stella Maris até quarta-feira (22), irá apresentar uma série de avanços e parcerias estratégicas, prometendo impactar as comunidades locais.
Pela manhã, a cerimônia de abertura contou com apresentações culturais e uma mesa de abertura que reuniu representantes de instituições que dão suporte ao programa, entre elas a Bahia Pesca, a Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM) e a Casa Civil, através do Programa Bahia Sem Fome.
Durante a mesa de abertura, a Secretária Nacional de Segurança Hídrica Substituta, Bárbara Souza, enfatizou a importância do PAD como um instrumento de motivação e adaptação às mudanças climáticas e de condições de sobrevivência para os moradores da região.
“Nesse aspecto, o Programa Água Doce encontra o seu valor como importante instrumento de enfrentamento e adaptação para as mudanças climáticas em curso”, disse.
Resultados
“Hoje, os resultados falam por si. São 55 municípios e 291 comunidades beneficiadas, impactando quase 70 mil pessoas e milhares de famílias”, destacou o Superintendente de Políticas e Planejamento Ambiental da Sema, Tiago Porto, que representou o secretário estadual do Meio Ambiente Eduardo Mendonça Sodré Martins no encontro.
Em sua fala na mesa de abertura, Porto ressalta que o sucesso do programa está no protagonismo ativo da Sema em conjunto com a atuação dos órgãos e entidades do Governo do Estado e da sociedade civil.
O superintendente abordou ainda a questão da sensibilidade do programa às mudanças climáticas, reforçando que o combate a esses desafios é uma das metas do PAD na Bahia.
Participação
A coordenadora estadual do PAD, Luciana Santa Rita, ressaltou o caráter participativo do evento, evidenciando o esforço das comunidades que percorreram longas distâncias para estarem presentes no encontro.
“Nosso programa hoje possui a premissa de tratar a água como o primeiro alimento e o alimento do alimento. Com a água e a partir da água, a gente consegue fazer tudo, inclusive ganhar renda.”, destacou a coordenadora.
Ainda em sua fala, Luciana também destacou o papel fundamental das mulheres nesse processo, mencionando a força e dedicação das mulheres que trabalham incansavelmente para gerar produtos oriundos do Programa Água Doce.
Papel socioambiental
Também presente na mesa, o Diretor de fiscalização ambiental do Inema, Eduardo Topázio, destacou que o PAD-Bahia. "É um programa fundamental para o desenvolvimento social, não é só econômico, mas socioeconômico do estado, porque garante a forma de sobrevivência, porque sem água não há vida".
O diretor destacou ainda que o Inema está realizando em parceria com a Casa Civil, uma série de iniciativas para promover o acesso à água para comunidades isoladas, com o objetivo de prover uma base para a sobrevivência e o desenvolvimento da comunidade.
Benefícios
Telma Gonçalves, líder da comunidade de Arapuá Novo, localizada no município de Jaguarari, compartilhou em sua fala na mesa de abertura a significativa transformação que o Programa Água Doce trouxe para sua comunidade. Ela destaca a importância fundamental desse projeto para uma comunidade que anteriormente carecia de acesso à água para consumo humano.
"A gente não tinha água pra nada, pra algum consumo humano, e quando o programa chegou a gente abraçou e recebeu de arrasar bairros e pra nós é a nossa riqueza da nossa comunidade", ressalta Telma, expressando a mudança que o programa trouxe para o cotidiano da comunidade.
Ela enfatiza o sucesso da operação do programa, agradecendo por não terem enfrentado problemas significativos até o momento. Além disso, Telma destaca a participação ativa da comunidade em empreendimentos locais, como a Doceria Camélias, um grupo de mulheres que produz doces e geleias de alta qualidade. Nesse empreendimento, a água do PAD-Bahia também desempenha um papel crucial, sendo utilizada tanto para consumo humano quanto na produção dos doces.
Telma conclui expressando a satisfação da comunidade com os resultados do programa, evidenciando como a presença da água doce não apenas supre uma necessidade básica, mas também impulsiona iniciativas locais, gerando um impacto positivo significativo
Organizado pela Secretaria do Meio Ambiente (Sema) e pelo Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), e pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), o evento que acontece no Gran Hotel Stella Maris até quarta-feira (22), irá apresentar uma série de avanços e parcerias estratégicas, prometendo impactar as comunidades locais.
Pela manhã, a cerimônia de abertura contou com apresentações culturais e uma mesa de abertura que reuniu representantes de instituições que dão suporte ao programa, entre elas a Bahia Pesca, a Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM) e a Casa Civil, através do Programa Bahia Sem Fome.
Durante a mesa de abertura, a Secretária Nacional de Segurança Hídrica Substituta, Bárbara Souza, enfatizou a importância do PAD como um instrumento de motivação e adaptação às mudanças climáticas e de condições de sobrevivência para os moradores da região.
“Nesse aspecto, o Programa Água Doce encontra o seu valor como importante instrumento de enfrentamento e adaptação para as mudanças climáticas em curso”, disse.
Resultados
“Hoje, os resultados falam por si. São 55 municípios e 291 comunidades beneficiadas, impactando quase 70 mil pessoas e milhares de famílias”, destacou o Superintendente de Políticas e Planejamento Ambiental da Sema, Tiago Porto, que representou o secretário estadual do Meio Ambiente Eduardo Mendonça Sodré Martins no encontro.
Em sua fala na mesa de abertura, Porto ressalta que o sucesso do programa está no protagonismo ativo da Sema em conjunto com a atuação dos órgãos e entidades do Governo do Estado e da sociedade civil.
O superintendente abordou ainda a questão da sensibilidade do programa às mudanças climáticas, reforçando que o combate a esses desafios é uma das metas do PAD na Bahia.
Participação
A coordenadora estadual do PAD, Luciana Santa Rita, ressaltou o caráter participativo do evento, evidenciando o esforço das comunidades que percorreram longas distâncias para estarem presentes no encontro.
“Nosso programa hoje possui a premissa de tratar a água como o primeiro alimento e o alimento do alimento. Com a água e a partir da água, a gente consegue fazer tudo, inclusive ganhar renda.”, destacou a coordenadora.
Ainda em sua fala, Luciana também destacou o papel fundamental das mulheres nesse processo, mencionando a força e dedicação das mulheres que trabalham incansavelmente para gerar produtos oriundos do Programa Água Doce.
Papel socioambiental
Também presente na mesa, o Diretor de fiscalização ambiental do Inema, Eduardo Topázio, destacou que o PAD-Bahia. "É um programa fundamental para o desenvolvimento social, não é só econômico, mas socioeconômico do estado, porque garante a forma de sobrevivência, porque sem água não há vida".
O diretor destacou ainda que o Inema está realizando em parceria com a Casa Civil, uma série de iniciativas para promover o acesso à água para comunidades isoladas, com o objetivo de prover uma base para a sobrevivência e o desenvolvimento da comunidade.
Benefícios
Telma Gonçalves, líder da comunidade de Arapuá Novo, localizada no município de Jaguarari, compartilhou em sua fala na mesa de abertura a significativa transformação que o Programa Água Doce trouxe para sua comunidade. Ela destaca a importância fundamental desse projeto para uma comunidade que anteriormente carecia de acesso à água para consumo humano.
"A gente não tinha água pra nada, pra algum consumo humano, e quando o programa chegou a gente abraçou e recebeu de arrasar bairros e pra nós é a nossa riqueza da nossa comunidade", ressalta Telma, expressando a mudança que o programa trouxe para o cotidiano da comunidade.
Ela enfatiza o sucesso da operação do programa, agradecendo por não terem enfrentado problemas significativos até o momento. Além disso, Telma destaca a participação ativa da comunidade em empreendimentos locais, como a Doceria Camélias, um grupo de mulheres que produz doces e geleias de alta qualidade. Nesse empreendimento, a água do PAD-Bahia também desempenha um papel crucial, sendo utilizada tanto para consumo humano quanto na produção dos doces.
Telma conclui expressando a satisfação da comunidade com os resultados do programa, evidenciando como a presença da água doce não apenas supre uma necessidade básica, mas também impulsiona iniciativas locais, gerando um impacto positivo significativo