26.01.11 – A lei federal nº 9605/98, também conhecida como Lei da Natureza, em seu artigo 29 declara que matar, perseguir, caçar, apanhar, utilizar espécimes da fauna silvestre, nativos ou em rota migratória, sem a devida permissão, licença ou permissão da autoridade competente é crime.
A responsabilidade em resgatar estes animais, uma vez que se encontram fora do seu habitat natural, cabe exclusivamente aos órgãos públicos, a exemplo do Ibama ou da Companhia de Policia de Proteção Ambiental (COPPA). Alguns frequentadores do Zoo desconhecem a lei e acabam levando animais encontrados nas ruas da cidade para o Parque, o que não é um procedimento correto.
O recolhimento ou captura de qualquer animal silvestre é atribuição do Ibama, responsável por fiscalizar e desenvolver atividades para a preservação do patrimônio natural. O coordenador-geral do Zoo, Gerson Norberto, adverte que, tanto a captura como o transporte indevido das espécies oferecem riscos para as pessoas que o fazem. “Ao encontrar um animal fora de seu habitat natural, ferido ou não, o procedimento correto é procurar o Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), para que uma equipe autorizada pelo Ibama recolha-o”, orienta.
Quando resgatado, o animal é encaminhado para o Cetas mais próximo da região onde foi realizada a apreensão. No Centro estes animais são submetidos a exames e ficam em observação, onde são avaliadas as possibilidades de soltura ou de encaminhamento dos animais aos Zoológicos ou criadouros registrados pelo Ibama, ou ainda Centros de Pesquisa.
Estatísticas – No ano de 2010 foram abandonados no Zoológico 50 animais. Destes, 12 morreram e o restante foi encaminhado para o Centro de Triagem. Dentre as espécies mais comuns em situação de abandono estão pequenos pássaros, répteis como jabutis, iguanas e serpentes, além de aves como falcões e corujas.
O índice de mortalidade desses animais poderia ser evitado, caso o manejo e o transporte fossem realizados de forma correta pela equipe do Cetas ou da COPPA. Para facilitar este trabalho, o coordenador do Zoo, Gerson Norberto, sugere que os bichos sejam levados para o Cntro de Triagem, localizado no Horto Florestal do Cabula, em Salvador, e os animais domésticos podem ser entregues no Controle de Zoonoses, com todos os dados e informações de origem.
Vale salientar que o Zoológico de Salvador tem como missão preservar as diversas espécies silvestres da fauna brasileira que correm risco de extinção, portanto, os procedimentos para o resgate de animais devem ser seguidos. Manter a saúde dos animais, através do controle nutricional e clínico, realizar pesquisas e trabalhar pela conscientização da população, por meio da educação ambiental, são ferramentas utilizadas pelo Parque para alcançar estes objetivos.
Visitantes - Para prevenir a transmissão de doenças, o Zoo também não permite a entrada de visitantes com animais domésticos. A medida de proteção é válida tanto para os bichos que habitam o Parque, quanto para os animais domésticos. O procedimento recomendado é deixar os bichos de estimação em casa para aproveitar melhor o passeio.
Fonte: Ascom/Zoo