30.08.13 – Temas como Silvicultura de Nativas e Mercado de madeira no Brasil foram discutidos, nos dias 28 e 29 de agosto, durante o Encontro Interinstitucional de Restauração e Conservação e Economia Florestal, em Teixeira de Freitas. Promovido pelo Ministério Público da Bahia (MP), Serviço Florestal Brasileiro (SFB) e Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Sema), o evento recebeu pesquisadores locais e nacionais para abordar diferentes enfoques sobre a temática. Houve ainda o lançamento da pedra fundamental da Base do Programa Arboretum de Conservação e Restauração Florestal, que será entregue até o primeiro semestre de 2014.
O Arboretum – desenvolvido pelo MP com o apoio do SFB – foi viabilizado por meio de um termo de ajustamento de conduta (TAC) com empresas de celulose que atuam na região. Seu objetivo é integrar ações de restauração florestal, fomentando atividades em toda a cadeia produtiva, desde a coleta de sementes até o monitoramento de áreas restauradas. Como forma de apoiar as ações do programa e promover a adequação ambiental de propriedades rurais no extremo sul, a Sema assinará, em breve, um acordo de cooperação técnica para fortalecer o Programa.
O superintendente de Pesquisas e Estudos Ambientais da Sema, Luiz Ferraro, apresentou a palestra Estruturação da Política de Restauração Florestal do Estado da Bahia. Durante sua abordagem, elogiou a iniciativa. “O Arboretum agrega instituições para uma política regional de restauração florestal. Isso é fabuloso e vai gerar muito conhecimento. Além de sermos parceiros deles neste esforço, entendo que essa iniciativa nos ajudará muito a pensar nos desafios e condições para a reposição florestal em toda a Bahia”, avaliou.
Segundo o promotor de Justiça de Teixeira de Freitas e coordenador regional do Núcleo da Mata Atlântica (Numa), Fábio Fernandez, a função primordial do Arboretum é organizar as ações de restauração florestal em tramite na região. “Não pode exigir uma restauração florestal sem pensar em oferecer mudas suficientes para que isso aconteça. Precisa ter certeza da procedência dessas espécies e sementes, e possibilitar que todos façam essa restauração da melhor maneira possível e, ao final do processo, tenhamos uma floresta e não um amontoado de árvores”, avaliou.
Idealizadora do programa e coordenadora da Base Avançada do SFB, Natália Coelho disse que o programa possui dois focos importantes: a questão social e da conservação. Segundo ela, outro diferencial do programa é a reunião de diversos atores. “A Secretaria do Meio Ambiente é um parceiro fundamental para o Arboretum, pois entre as suas funções está a fiscalização, licenciamento e normatização. Quando temos um parceiro deste porte, agregamos valor ao programa no sentido de desenvolver as ações de forma mais realista possível dentro da conservação”, finalizou.
Também participaram do encontro o diretor de Pesquisa e Informações Florestais do SFB, Joberto Veloso, o representante do Fórum Florestal do Sul e Extremo Sul da Bahia, Paulo Menezes, o secretario de Meio Ambiente de Teixeira de Freitas, Arnaldo Ribeiro, o presidente da Câmara de Vereadores, Ronaldo Baitakão, além de estudantes da Universidade do Estado da Bahia (Uneb) e empresários da área florestal. Instituições como Laboratório de Ecologia e Restauração Florestal (LERF) da USP, Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, Empresa de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e Jardim Botânico do Rio de Janeiro também foram representadas.
O Programa – O Arboretum tem como objetivo a conservação da diversidade de espécies arbóreas nativas, numa interface social. É um Programa de abrangência regional, sendo gerido administrativa e financeiramente pela Fundação José Silveira (FJS) e, tecnicamente, por meio de um Conselho Gestor representado pela FJS, MP, Uneb e Serviço Florestal Brasileiro.
O programa oferecerá suporte técnico e logístico para a implantação de Núcleos Comunitários de coleta de sementes e produção de mudas florestais nativas, destinadas aos plantios para restauração e uso sustentável. O Programa contará com a estrutura física de uma Base de Conservação e Restauração Florestal (composta por herbário; carpoteca; xiloteca; entreposto de sementes; câmara armazenamento de sementes; viveiro e arboreto) localizada numa área de 30 hectares cedida pela Uneb.
Fonte: Ascom/Sema