24.08.2011- Proprietários de áreas degradadas e pequenos agricultores de Lençóis (a 410 quilômetros de Salvador), na Chapada Diamantina, passam a contar, a partir desta sexta-feira (26), com um viveiro de mudas nativas dos biomas Caatinga, Cerrado e Mata Atlântica. A iniciativa conta com o apoio da Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema) e tem como objetivo a arborização de áreas urbanas e recuperação de áreas degradadas, a exemplo de matas ciliares e nascentes da região. A inauguração será às 10 horas, no Centro Educacional Renato Pereira Viana, centro de Lençóis.
A área do viveiro é de 1500 metros quadrados, onde serão disponibilizadas mudas para recomposição da vegetação nativa da zona rural do município e também para a subsistência das comunidades. “O projeto contará com a orientação de técnicos da Sema. Para a escolha das espécies foi realizado um estudo prévio que possibilitou detectar quais são as que se encontram em risco de extinção e, por isso mesmo, teriam prioridade no processo de seleção”, declara Geraldo Amaral, técnico do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), responsável pelo monitoramento de ações de viveiros.
A capacidade inicial do Viveiro da Prefeitura Municipal de Lençóis será de 100 mil mudas por ano. Algumas sementes são adquiridas pela prefeitura e outras são coletadas pelos próprios agricultores da região. Serão distribuídas mudas de várias espécies nativas dos biomas Caatinga, Cerrado e Mata Atlântica.
Caatinga – A Caatinga é um ecossistema único, encontrado no sertão nordestino, formado por árvores de pequeno porte e espaçadas, que se adaptam às condições de clima do semiárido. “Muitas das plantas da Caatinga tem capacidade de reter água no caule e nas folhas, o que serve para matar a sede de pessoas e animais quando o período da seca é prolongado”, afirma Amaral. Ele destaca algumas espécies típicas do bioma cujas mudas serão também distribuídas: cactos, palma, xiquexique, mandacaru, aroeira, juazeiro e umbuzeiro.
A recuperação vai beneficiar áreas que vem sendo degradadas, desde o século XVII, com a exploração de diamantes, o ciclo do ouro e outras pedras típicas da região. Segundo Amaral, muitas espécies, a exemplo do cedro, comum no Cerrado e na Mata Atlântica, já são difíceis de serem encontradas na região. Na lista ele ainda acrescenta o ingá, o ipê amarelo, o jatobá e o jacarandá.
Fonte: Ascom/Sema