Comitê de Convivência com o Semiárido apresenta ações de enfrentamento à crise hídrica no Estado

07/03/2017

Na manhã desta terça-feira (07), os secretários da Casa Civil, Bruno Dauster, e do Meio Ambiente, Geraldo Reis, participaram da reunião do Comitê Estadual para Ações de Convivência com o Semiárido, presidida pela Casa Civil. No momento, o comitê atua no acompanhamento das ações do Governo para minimizar os impactos da seca no Estado, em particular, o uso dos recursos hídricos para consumo humano, irrigação e outros usos. As ações estão concentradas, prioritariamente, nos municípios de Pindobaçu, Ponto Novo, Queimadas, Jacuri, Utinga, Entre Rios, Catolé e Salvador (RMS).

De fevereiro a março, foi ampliado de 77 para 112 municípios em situação de emergência hídrica. "Há um esforço conjunto para soluções imediatas com o objetivo de suprir a escassez hídrica nos municípios, principalmente água para consumo humano. Hoje, foram apresentadas ações integradas dos diversos órgãos do Estado, desde o abastecimento de água, perfuração e instalação de poços, construção de barramentos, instalação de sistemas de dessalinização, entre outros", afirmou o secretário do Meio Ambiente, Geraldo Reis.

Para o secretário da Casa Civil, a visão do Comitê de Convivência com o Semiárido deve estar voltada para uma política clara de preservação dos recursos naturais, principalmente a água. "Precisamos combater a questão da crise hídrica de forma mais densa. Não temos elementos para determinar se há características que sinalizem para uma alteração climática, mas, com certeza, estamos vivendo um período com poucas chuvas, que ultrapassa o problema de reabastecimento da Bacia de Pedra do Cavalo, por exemplo, e que pode nos obrigar a adotar medidas restritivas e de redução do consumo", afirmou Dauster.

Eduardo Topázio, diretor de Águas do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (INEMA), autarquia da Secretaria do Meio Ambiente e órgão gestor dos Recursos Hídricos do Estado, apresentou a situação atual do Plano Operativo da Barragem de Pedra do Cavalo. O plano estabelece os critérios de uso da água pelos usuários e define, entre outros aspectos, as cotas de operação do reservatório para o atendimento seguro aos seus usos múltiplos, tendo como prioridade o abastecimento humano e a proteção contra cheias das cidades de Cachoeira e São Felix.

"Estes estudos serão revisados ainda este semestre, para integrar um novo Plano Operativo da Barragem, incorporando aspectos atualizados do monitoramento hidrometeorológico e visando o uso mais eficiente de suas águas", afirmou Topázio. A barragem é administrada pela CERB e tem como principais usuários o Grupo Votorantim, como gerador de energia, e a EMBASA, responsável pelo abastecimento de 60% da Região Metropolitana de Salvador com suas águas.

Ainda segundo o INEMA, houve chuvas abaixo da média histórica no último trimestre (de dezembro a fevereiro) em todo Estado, exceto em parte do oeste e sul, no mês de fevereiro. A previsão é de pouca intensidade pluviométrica nos próximos dias.

Foram apresentadas ainda, ações integradas de inclusão e viabilidade socioprodutiva no Semiárido, a exemplo do seguro Garantia Safra, Bahia Produtiva, Prosemiárido, PROMER Emergencial, Simplificação dos Sistemas de Abastecimento, entre outros. Participaram também da reunião, técnicos das secretarias de Infraestrutura Hídrica e Saneamento (SIHS), Agricultura (SEAGRI), Desenvolvimento Rural (SDR), Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SJDHDS), além de representantes da CERB, EMBASA, CONAB e INMET/MAPA.