01.09.2009 - O Jardim Zoológico de Salvador abriga em seus recintos quatro répteis gigantes que já se tornaram atração à parte para os visitantes. O mais famoso deles é um jacaré-de-papo-amarelo, recém-chegado do Zoo de Recife, que pesa 165 quilos e mede 2,27 metros, superando o padrão da espécie. Normalmente, o animal chega a 2,10 metros e pesa 80 quilos.
O jacaré-de-papo-amarelo é típico da América do Sul, habitando do litoral do Rio Grande do Norte ao Rio Grande do Sul, além de bacias dos rios São Francisco, Doce, Paraíba, Paraná e Paraguai.
Eles vivem cerca de 50 anos e são conhecidos por este nome pois, durante a fase do acasalamento, costumam ficar com a área do papo amarelada. Possuem uma mordida forte, podendo partir o casco de uma tartaruga com extrema facilidade.
Os outros pesos pesados do Zoo são três serpentes: uma sucuri verde, que mede 4,2 metros e pesa 60 quilos (com potencial de crescimento de até 12 metros), uma píton, que mede 5,36 metros e pesa 37 quilos, e uma píton albina, que mede 4,10 metros e pesa 22 quilos. As pítons podem chegar até 15 metros. Todos eles podem ser visitados.
O tamanho desses animais sempre causou espanto e medo, até mesmo lendas são criadas como é o caso da “Cobra Gigante da Amazônia” ou histórias de ficção como os crocodilos gigantes que habitam os esgotos das grandes cidades.
Trabalho - De acordo Gerson Norberto, coordenador do Zoo de Salvador, manter répteis desse porte em um plantel de Zoológicos é uma missão trabalhosa e requer cuidados especiais. “Esse grupo de animais possui características tão peculiares que diferenciam-se até mesmo entre as espécies. Questões como temperatura e umidade são fundamentais para a sobrevivência deles”, diz.
Segundo o veterinário do Zoo, Vinícius Dantas, os animais recebem boa alimentação e vivem condições ambientais favoráveis. As cobras se alimentam de pequenos roedores e o jacaré de carne bovina. “Dentro desse quadro, eles continuarão o seu ciclo de desenvolvimento e daqui a alguns anos a sucuri e as pítons alcançarão o seu crescimento máximo”, revela.
Vinícius lembra que todos os animais recém-chegados ao zoo passam por um período de observação de 40 dias. “Durante esse tempo, fazemos uma avaliação de comportamento, verificamos a presença de ectoparasitas ou de qualquer outro sinal que possa demonstrar algum tipo de patologia, além da realização de uma bateria de exames laboratoriais”, diz Vinícius.
Fonte: Ascom/Sema