Após de três dias de muitas discussões e votações, a II Conferência Estadual do Meio Ambiente foi encerrada nas primeiras horas da manhã de hoje (dia 19) deixando um saldo considerado positivo, pela maioria dos seus participantes. A II Cema elegeu 60 delegados procedentes de diversos segmentos sociais, que serão os portadores das propostas da Bahia, na III Conferência Nacional, prevista para acontecer no mês de maio, em Brasília.
Promovida pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh), a conferência baiana resultou das 16 conferências regionais ocorridas no interior do estado. A proposta foi criar um processo democrático de discussões envolvendo temáticas abrangentes sobre o meio ambiente.
Para o estudante de Biologia Pablo Santos, que participou na condição de observador, a II Cema mostrou que é possível o diálogo, mesmo em questões polêmicas, como as que permeiam a política ambiental. “Não faltaram as discussões acirradas, os acordos, mas tudo isso faz parte do processo e no fim deu tudo certo”, festejou.
Divididas em cinco eixos temáticos, as propostas regionais foram discutidas e votadas em cinco grupos. Integrante do grupo sobre Biodiversidade, o engenheiro florestal Ricardo Teixeira declarou estar ‘à vontade’ para ouvir e emitir opiniões. “O processo de discussões é necessário. Estou me sentido muito bem, discutindo e aprovando propostas que vão fazer favorecer nosso meio ambiente”, afirmou.
Dos 60 delegados eleitos durante a conferência, que levarão as propostas da Bahia até Brasília, 12 são do setor público (três níveis de governo), 18 do setor empresarial e 30 pertencem à sociedade civil (comunidades tradicionais, índios, quilombolas, dirigentes de organizações não-governamentais, entre outros).