11.06 - Uma exposição com 98 painéis de trabalhos científicos de pesquisadores e alunos de diversas instituições de ensino, pesquisa e conservação de todo país, traduz um dos resultados do XXXIV Congresso da Sociedade de Zoológicos do Brasil, encerrado nesta sexta-feira (11), no Hotel Pestana, bairro do Rio Vermelho, em Salvador.
Os quadros mostram os resumos dos trabalhos selecionados e apresentados no congresso e farão parte de uma exposição itinerante, que percorrerá universidades, faculdades e shoppings da Bahia, neste segundo semestre.
Desde segunda-feira (7), cerca de 200 profissionais e estudantes de áreas ambientais e representantes de instituições de zoológicos e parques de conservação, participaram de 15 palestras, sete mini-cursos, além de mesas redondas e um assembléia da Sociedade de Zoológicos do Brasil (SZB). Com base no tema “Zoológico - ferramenta para a conservação”, eles discutiram temas técnicos, legislação e estratégias de trabalhos conservacionistas de mais de 70 parques do país.
Trabalhos - Entre os trabalhos expostos, muitos relatos de experiências de tratamentos veterinários, acompanhamento de hábitos e curiosidades sobre o comportamento de animais. A bióloga e mestranda em Ciência Animal pela Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (UENF), Ursula Taveira, disse ter achado a proposta da exposição muito interessante e pioneira.
“Os trabalhos de pesquisa geralmente ficam muito restrito ao meio científico. Fazer os resultados chegarem ao grande público é muito importante para que todos conheçam o que fazemos e, assim, reconhecerem a importância dele”, explica a bióloga.
Autora do trabalho Enriquecimento ambiental com urso pardo, com uma equipe de mais seis pessoas, Taveira ressalta que o projeto mostra o acompanhamento do urso Zé Comeia, que foi apreendido em um circo pelo Ibama e encaminhado para Zoológico do Rio. “Através do enriquecimento ambiental, que é um conjunto de procedimentos, conseguimos minimizar em cerca de 50% o comportamento nervoso do animal, que, devido a traumas, esfrega a cabeça nas paredes do recinto onde vive”, explica.
Na exposição, os congressistas puderam conhecer materiais do zoológicos de Sorocaba (SP), do Rio de Janeiro, de Salvador, entre outros, e do Projeto Tamar (BA); da Universidade de São Paulo (USP); do Centro de Manejo e Fauna da Caatinga; da Faculdade União das Américas, de Foz do Iguaçu (PR); do Centro de Triagem de Animais Silvestres do Ibama; e do Cativo de Refúgio Biológico Bela Vista Itaipu Binacional (PR).
O Zoo de Salvador foi a instituição recordista, com 29 trabalhos apresentados. Entre eles, três da bióloga Tahiane Oliveira. Especialistas da área de aves, Oliveira apresentou três painéis com estudos sobre o aviário do Zoológico da capital baiana: Reprodução de socobois em cativeiro; Nidificação de sangue de boi em aviário coletivo do Parque Zoobotânico Getúlio Vargas; e Reprodução de garibalde em aviário coletivo do Parque Zoobotânico Getúlio Vargas.
“A exposição destes trabalhos é importante porque mostra, tanto para o meio científico e acadêmico quanto para a população, o que estamos desenvolvendo em cativeiro, para estimular a conservação e proporcionar melhoria na qualidade de vida dos animais”, destaca Tahiane.
Fonte: Ascom/Sema