Começa o IV Encontro dos Comitês Afluentes do Rio São Francisco

05/10/2017
Representantes de 23 comitês afluentes do Rio São Francisco, dos comitês de bacias receptoras de águas da transposição do Rio, além de especialistas da Agência Nacional de Águas (ANA), participaram, na manhã dessa quinta – feira (6), da abertura do IV Encontro dos Comitês Afluentes do Rio São Francisco. O evento, que segue até esta sexta – feira (7), no Catussaba Hotel, com o tema “Escassez Hídrica na Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco”, pretende promover a integração entre os comitês afluentes, e conta com a participação dos comitês dos estados que receberão águas da transposição. Para o secretário do Meio Ambiente (Sema), Geraldo Reis, “o debate entre poder público, sociedade civil e usuários de água, sobre a preservação do Rio São Francisco e seus afluentes, é de fundamental importância no atual contexto social que apresenta uma severa crise hídrica”.

Durante o Encontro de Afluentes, foi feita uma apresentação sobre a metodologia de cobrança pelo uso de recursos hídricos da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco, aprovada na última Plenária do Comitê da Bacia Hidrográfica do São Francisco (CBHSF), realizada em agosto. A situação hidrográfica na Bacia, que chega aos menores níveis de reserva, também foi apresentada durante o encontro pelo representante da ANA, Joaquim Gondim. Para o presidente do CBHSF, Anivaldo Miranda, “a importância do IV Encontro está na necessidade de fortalecer, cada vez mais, a interação da calha principal, ou seja, do rio São Francisco, com todos os demais rios inseridos na mesma bacia hidrográfica. Miranda ainda ressaltou, que, “nesse período de escassez hídrica, se faz necessário reverter a lógica da desertificação, da ocupação desordenada do solo, da extinção das matas ciliares, dos processos de assoreamento dos rios e da erosão das suas margens e da poluição das águas”.

Debate – Para a programação dessa sexta – feira (7), está prevista a apresentação do Projeto Legado da Agência Nacional de Águas, que consiste em um esforço institucional de consolidação de propostas para o aperfeiçoamento da Política Nacional de Recursos Hídricos, a discussão sobre o plano de Recursos Hídricos da Bacia Hidrográfica do rio São Francisco e as estratégias de implementação. Segundo Manoel Ailton Rodrigues, representante dos Povos e Comunidades Tradicionais no Comitê do Salitre, “para que a governança das águas aconteça é necessário fazer a gestão descentralizada e participativa como está preconizada na lei e nos Planos de Bacia, reduzir impactos, revitalizar e proteger as nascentes