Projeto irá investir R$ 50 milhões para conservação do Cerrado

11/04/2019
O Projeto Parceria para o Bom Desenvolvimento, financiado pelo Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF-Matopiba), irá investir R$ 50 milhões em ações para agregar sustentabilidade à agricultura intensiva realizada na região conhecida como Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia). Cinco municípios do oeste do estado estão no foco do projeto, que conta com a cooperação técnica da Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Sema) e do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema). O Acordo de Cooperação Técnica foi aprovado em 09 de novembro de 2018 e terá vigência de três anos.

Os órgãos ambientais do Estado da Bahia participaram de reuniões com as instituições parceiras ontem (10), em Brasília, e hoje (11), na Sema, com a presença do secretário estadual do Meio Ambiente, João Carlos da Silva. Como resultados esperados, o projeto pretende aprimorar a gestão ambiental municipal e estadual; implementar um sistema de apoio aos produtores agrícolas; e aprimorar o planejamento para a expansão da soja sem impactos e para a conservação de serviços ecossistêmicos e biodiversidade.

As ações previstas para a Bahia serão executadas pela CI-Brasil, em cooperação com Sema, Inema e os atores locais dos municípios de Barreiras, Formosa do Rio Preto, Luis Eduardo Magalhães, Riachão das Neves e São Desidério. Dentre as ações, estão previstas a análise e validação de dois mil imóveis rurais, a proposição de um corredor ecológico formado por reservas legais e a implantação de modelos de restauração em uma unidade demonstrativa de regularização ambiental.

“Nossa proposta é promover a sustentabilidade em toda a cadeia global de suprimentos das commodities de soja, mas também expandir para outras cadeias produtivas, como a carne e o óleo de palma. O proprietário precisa ter controle do que ocorre em sua produção, não só na área produtiva, mas também em sua área de conservação, melhorando e valorando o capital natural de sua área ambiental,” afirmou o diretor de Estratégia para Paisagens Terrestres Sustentáveis da Conservação Internacional - Brasil, Miguel Moraes.

Para o secretário do Meio Ambiente “as novas tecnologias também precisam estar a serviço do Meio Ambiente, contribuindo para uma agricultura moderna, de baixo carbono, maior produtividade e melhor uso e ocupação do solo. A preservação ambiental precisa ser um ativo na cadeia produtiva, com a valoração do capital natural promovendo a sustentabilidade e gerando ganhos não só ambientais, mas sociais e econômicos”, avaliou João Carlos.

Também participaram da reunião a representante da Secretaria de Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri), Jucimara Rodrigues, o coordenador de Projetos da Conservação Internacional, Henrique Carvalho, o coordenador de Políticas e Projetos de Biodiversidade e Florestas da Sema, Pablo Rebelo, o especialista em meio Ambiente e Recursos Hídricos da Sema, Vítor de Matos, e os assessores técnicos do Inema, Aldo Carvalho e Erivaldo Vieira.