Seplan amplia debate do governo com movimento ambientalista

09/09/2008

A participação do secretário de Planejamento, Ronald Lobato, hoje (dia 9), na terceira reunião do Sistema de Meio Ambiente do Estado com representantes de organizações não-governamentais que atuam no setor, marcou a ampliação do diálogo com a sociedade civil, para além da gestão ambiental. Lobato apresentou aos ambientalistas o Mapa Estratégico da Bahia, trazendo como macro objetivo o desenvolvimento econômico com sustentabilidade.

O encontro pela manhã, no auditório da Diretoria de Estudos Avançados do Meio Ambiente (Deama), no Monte Serrat, foi uma oportunidade para as ongs conhecerem o princípio, adotado pelo governo, de desenvolvimento a partir de uma proposta articulada com a sociedade, “crítica e sistêmica”, definiu. Admitindo ser uma tarefa difícil, o secretário destacou que um grande passo já foi dado para dar “musculatura” ao planejamento estratégico estadual, a partir da elaboração do Plano Plurianual Participativo (PPA).

Durante a exposição, Ronald Lobato assinalou o desafio baiano de elevar a produção de alimentos, para garantir a qualidade de vida, uma das metas prioritárias da gestão Wagner. A Bahia possui nove milhões de pessoas em situação de insegurança alimentar, sendo que no estado, sete milhões estão inscritas no programa federal Bolsa Família, informou o secretário.

Além do crescimento econômico, o Mapa Estratégico aponta ainda como necessidades o crescimento de pequenos empreendimentos, o aumento do emprego e da distribuição de renda, o equilíbrio social, de gênero, étnico e racial, além do sócio-territorial e o fortalecimento das identidades culturas.

“O meio ambiente envolve todas essas questões”, afirmou. Apesar da característica transversal, que é inerente ao tema na gestão de governo, Lobato revelou que as diretrizes econômicas do PPA, para atividades finalísticas, no quadriênio 2008/2011, prevêem um total de R$ 343,3 milhões em investimentos, exclusivamente, no âmbito da preservação e da recuperação ambiental. “O total não leva em conta os recursos previstos para aplicação em áreas afins, como, por exemplo, energia e infra-estrutura, que também contemplam o setor”, salientou.

Anfitrião do encontro, o secretário do Meio Ambiente, Juliano Matos, destacou a importância em aprofundar as discussões com outras áreas de governo, para que o setor ambiental amplie o diálogo. Ele anunciou debates semelhantes no fórum de ambientalistas, com as secretarias de Turismo, Infra-Estrutura, Indústria e Comércio, Agricultura e Desenvolvimento Urbano. ”Queremos fazer prevalecer capilaridade e transversalidade”, concluiu.
 

Fonte: Ascom/Sema