28.09.2009 - A estudante de jornalismo Elena Martinez sentiu na pele o calor na capital baiana no último domingo (20) e definiu como ‘insuportável’ a temperatura na cidade. Martinez contou que a alta nos termômetros deixa as pessoas desanimadas e que a tendência é aumentar nos próximos anos. “Fico com preguiça só de pensar em sair de casa, só uma praia para refrescar”, disse a estudante.
A informação de Elena Martinez foi confirmada pelo Instituto Nacional de Metereologia (Inmet), que registrou ontem em Salvador 29,9ºC. A última temperatura equivalente mencionada pelo Instituto no mês de setembro foi registrada no ano de 1976. Para este período, início da primavera, a temperatura máxima esperada para Salvador é na média de 27ºC, ou seja, a capital baiana registrou 2,9ºC a mais.
O aquecimento global que afeta o mundo inteiro é uma das principais causas do aumento da temperatura não só da capital baiana, mas em todo o Estado. O município de Juazeiro (500 quilômetros de Salvador) registrou recorde de calor, 37ºC na última sexta-feira. De acordo com o Laboratório de Metereologia da Universidade do Vale do São Francisco (Univasf), foi o dia mais quente na cidade este ano.
E para reduzir as emissões de gases poluentes que causam o efeito estufa e minimizar os impactos ambientais na Bahia, está em fase de elaboração a minuta da Lei Estadual de Mudanças Climáticas, prioridade da administração pública, conforme a Lei de Diretrizes Orçamentárias do Estado para o ano de 2009.
Audiência pública - A iniciativa do governo baiano foi apresentada hoje (28), pelo secretário do Meio Ambiente, Juliano Matos, no plenário da Assembléia Legislativa, durante a audiência pública promovida pela Comissão Mista Permanente sobre Mudanças Climáticas, do Congresso Nacional. “Com a criação desta lei a Bahia demonstra com clareza a preocupação e a responsabilidade com a gestão de políticas públicas”, defendeu Matos.
A previsão do Fórum Baiano de Mudanças Climáticas Globais e Biodiversidade, responsável pela construção da lei e os diálogos setoriais para contribuições e sugestões, é que a lei seja encaminhada à Assembléia Legislativa até o final do ano. “Vamos construir uma lei legítima e esse processo só se constrói com participação, diálogo e transparência”, defendeu o secretário, ao explicar que a lei está sendo apreciada pela sociedade, por meio de consulta pública.
Fonte: Ascom/Sema