Agenda integrada vai promover a conservação do patrimônio arqueológico

22/07/2008

As secretarias do Meio Ambiente (Sema) e da Cultura (Secult) passaram a compor uma agenda integrada, voltada para a conservação do patrimônio arqueológico na Bahia. O primeiro passo para criação de um sistema estadual de sítios arqueológicos foi dado com o lançamento do Museu a Céu Aberto do Complexo Arqueológico de Paulo Afonso, norte do Estado, no Departamento da Uneb, no município.

O museu vai preservar 100 sítios arqueológicos, datadas de 9 mil anos, que encontravam-se ameaçados pela atividade de extração ilegal de pedras, o que resultou na perda de 67 locais, onde foram registradas artes rupestres, informou arqueóloga e coordenadora da universidade, professora Cleonice Vergne. “O museu vai trazer melhorias para a comunidade, o meio ambiente e a cultura, com a implantação de trilhas, permitindo experiências e visitação”, informou.

O secretário do Meio Ambiente, Juliano Matos, presente as comemorações pelo Cinqüentenário de Paulo Afonso, defendeu o diálogo com as universidades, na perspectiva de inovar a gestão pública. “Desenvolvimento na área ambiental se faz com alternativas, oferecendo caminhos para aperfeiçoar o desenvolvimento”, defendeu. Segundo Matos, preservar a arte rupestre e garantir o direito a memória, “permitindo ao cidadão ter conhecimento sobre aquilo que o constituiu, ao mesmo tempo em que são gerados emprego, renda e sustentabilidade”.

Também participando do lançamento, o secretário da Cultura, Marcio Meireles, destacou os aspectos comuns à gestão da Sema, como desenvolvimento e diversidade, lembrando que o trabalho integrado vai colaborar para a preservação dos patrimônios cultural e ambiental baianos. “Vamos transformar história em geração de renda e conservação”, propôs Meireles, anunciando a perspectiva de criar o projeto territorial, da Secult para a região, com base na preservação de sítios arqueológicos.

A programação na Uneb de Paulo Afonso contou ainda com o a assinatura do protocolo de intenção, para a implantação do Centro de Pesquisa Agroambiental, com as universidades estaduais da Bahia. A Sema vai investir R$ 6,6 milhões em seis unidades, instaladas em parceria com a Uneb, Uefs, Uesc e Uesb e Secretaria de Ciência Tecnologia e Inovação, para pesquisa sobre biomas (comunidades biológicas) baianos, com ênfase para a caatinga, cerrado e mata de cipó.

O superintendente de Políticas Florestais, Conservação e Biodiversidade (SFC), Marcos Ferreira, explicou que a solução para o desafio de fazer política de conservação é investir na parceria com os centros universitários, alocando recursos para o conhecimento, por meio da Fapesb. “Temos a preocupação inequívoca com a produção científica direcionada aos biomas baianos, com foco na conservação, a partir dos conhecimentos gerados pelas populações tradicionais e comunidades locais”, afirmou.

O encontro em Juazeiro marcou ainda as comemorações pelos 25 anos da Uneb, com a presença do reitor Lourisvaldo Valentim. A universidade, que esta plantando 25 mil mudas de árvores no Estado, com o apoio da Sema, promoveu na ocasião a entrega de 25 alunos concluintes do curso de Ecologia Humana e Gestão Sócio Ambiental do departamento.

Fonte: Ascom/Sema