21/07/2016
Com o objetivo de atualizar os conhecimentos e técnicas de combate e prevenção aos incêndios florestais, técnicos da Secretaria do Meio Ambiente (Sema) e do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) em parceria com o Corpo de Bombeiros Militares da Bahia, realizam, entre os dias 18 e 22 de julho, treinamento para brigadistas voluntários da cidade de Luís Eduardo Magalhães, na região Oeste. O treinamento é uma ação do Projeto Cerrado para fortalecimento do Programa Bahia Sem Fogo e já foi realizado nos municípios de Jaborandi, Correntina e Cocos.
Durante a atividade, que conta com carga horária de 40 horas semanais, os brigadistas participam de aulas teóricas e práticas, o conteúdo programático inclui leis ambientais, licenciamento, fiscalização, florestais. O coordenador do Projeto Cerrado e diretor da SEMA, Murilo Figueredo, destaca que a ação conjunta do poder público e da sociedade civil é fundamental para reduzir os focos de calor no oeste da Bahia. "Diante do cenário climático atual, é necessário que o agricultor passe a utilizar as práticas alternativas ao uso do fogo, pois o uso incorreto do fogo causa perdas no solo e trás consequências para a região”.
De acordo com a coordenadora de fiscalização preventiva do Inema, Fabíola Cotrim, o curso em Luís Eduardo Magalhães contou com a participação de representantes de sindicatos, guardas municipais, técnicos da secretaria municipal e lideranças locais. “Cada brigada reciclada possui suas peculiaridades, é fundamental a participação de representantes de diferentes setores da sociedade para a sensibilização da população em novas maneiras de manejo e cultivo do solo”.
O treinamento é ministrado pelos instrutores e peritos em incêndios florestais: Sub Tenente Uirlei Borges, cabo BM Jobson Meira e a coordenadora de fiscalização preventiva do Inema, Fabíola Cotrim.
Projeto Cerrado - É uma iniciativa da Sema e do Inema em cooperação com a Fundação Luís Eduardo Magalhães (Flem), Ministério do Meio Ambiente (MMA), o Reino Unido e o Banco Mundial, e tem previsão de execução até 2018. Este projeto tem como área alvo o Oeste Baiano, foram selecionados oito municípios com base nos índices de perda de vegetação nativa e o percentual de vegetação remanescente, as demandas sociais, a capacidade de gestão e a existência de áreas protegidas.