10/02/2022
A Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Sema) apresentou, nesta quinta-feira (10), aos profissionais dos Consórcios Públicos da Bahia, fiscais dos convênios do Programa Gestão Ambiental Compartilhada (GAC) e especialistas da área de Educação Ambiental, uma proposta de estratégia para levantamento de informações sobre Políticas Públicas municipais de Educação Ambiental no estado da Bahia. Na ocasião, foi debatida a importância de se diagnosticar a estrutura e implementação das políticas Pública de Educação Ambiental (PPEA) e foi exposto uma sugestão de metodologia para realização do levantamento das informações sobre PPEA nos municípios baianos.
O superintendente de Políticas e Planejamento Ambiental da Sema, Tiago Porto, destacou que essa atividade faz parte de uma das metas dos convênios firmados entre os Consórcios, a Sema e o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema). "Os técnicos contratados pelos consórcios irão realizar o diagnóstico da situação da Educação Ambiental nos municípios consorciados, por meio da aplicação de um questionário virtual, elaborado pela equipe da Diretoria de Educação Ambiental para Sustentabilidade (DIEAS). As respostas ao questionário serão validadas em oficinas realizadas nos municípios, com a participação social e do poder público local. Será uma oportunidade de reflexão sobre as informações colhidas no questionário e de proposição para avançar na implementação das PPEA a partir de suas realidades", explicou.
Para contribuir com o debate sobre as Estratégias para Diagnóstico das Políticas Públicas de Educação Ambiental, foram convidados o ambientalista e professor de Educação Ambiental da Universidade de São Paulo (USP), Marcos Sorrentino, e a coordenadora da Articulação Nacional de Políticas Públicas de Educação Ambiental (ANPPEA), Maria Henriqueta Andrade. Participaram também a diretora de Educação Ambiental para Sustentabilidade da Sema, Mônica Leide Vieira, e a coordenadora do Programa GAC, Kitty Tavares, além de técnicos da Sema e do Inema.
"Diagnosticar a educação ambiental para quê?". Com essa pergunta, o professor Marcos Sorrentino destacou em sua palestra que esse processo tem que ser realizado para modificar a realidade. "Não adianta realizar pesquisas e análises para colocar livros somente nas bibliotecas e que não são usados para mudança. E para transformar os diagnósticos é preciso que eles sejam permanentes, continuados, articulados e com totalidades das pessoas. É necessário ter uma Educação Ambiental para fomentar políticas públicas transformadoras da sociedade", pontua.
A coordenadora da ANPPEA, Maria Henriqueta, apresentou o Sistema Brasileiro de Monitoramento e Avaliação de Políticas Públicas de Educação Ambiental - a Plataforma Monitora EA: ferramenta digital que facilita o monitoramento e a avaliação de políticas e projetos de EA pelo acesso às informações sobre a diversidade de projetos existentes no Brasil. "É uma ferramenta fundamental para aprimorar as políticas públicas da área, que traz ricas informações, conjuntos de indicadores e possibilidades do que é preciso ser articulado pelos gestores públicos para termos políticas públicas efetivas de educação ambiental", explicou.
A equipe da Sema, Inema e dos Consórcios, em conjunto, continuarão este debate sobre estratégias para diagnóstico e planejamento de ações futuras para implementação das PPEA.