Nesta quinta-feira (11), último dia da Secretaria do Meio Ambiente (Sema) e do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) em Nebraska, EUA, a delegação baiana retorna à Universidade para apresentações finais, discussões sobre os aprendizados adquiridos e os possíveis encaminhamentos para a Bahia. Desde o início da excursão, em 8 de julho, a comitiva tem se engajado em uma série de atividades e visitas técnicas, buscando acolher experiências inovadoras do Estado americano na gestão de águas superficiais e subterrâneas para a produção de alimentos, segurança hídrica e alimentar.
O secretário do Meio Ambiente, Eduardo Mendonça Sodré Martins, destaca que a troca de conhecimentos com outras regiões do mundo é essencial para que o estado possa conhecer e implementar práticas mais eficazes e inovadoras. “A missão técnica em Nebraska foi uma oportunidade inestimável para aprimorarmos nossos próprios programas e políticas. Estamos comprometidos em adaptar essas lições à nossa realidade, reforçando o compromisso da Bahia com a sustentabilidade e a gestão responsável dos nossos recursos naturais”, disse o gestor baiano, que também esteve presente no primeiro dia da visita.
Nesse mesmo dia, o grupo passou a manhã no Daugherty Water for Food Institute, na Universidade de Nebraska, explorando as características territoriais e os processos produtivos do estado. À tarde, visitaram o Eastern Nebraska Extension Center, onde conheceram a fazenda experimental da universidade e as tecnologias desenvolvidas para a neutralidade de carbono.
Segundo o diretor de fiscalização do Inema, Eduardo Topázio, que deu continuidade a missão, juntamente com a também diretora do Inema (Regulação), Natália de Oliveira, e o coordenador de Ações Estratégicas da Sema, Luiz Araújo; a experiência foi extremamente proveitosa, permitindo a troca de conhecimentos sobre práticas agrícolas e uso de recursos hídricos entre Brasil e Estados Unidos.
“Tivemos reuniões frequentes com o governo de Nebraska, que nos apresentou modelos locais de gestão hídrica, que incluem núcleos e distritos de recursos naturais para gestão e controle de uso em casos de crise. Embora diferentes dos brasileiros, esses modelos oferecem lições valiosas que podemos adaptar. A governança da água subterrânea aqui é menos rigorosa, enquanto a água de superfície tem maior controle, especialmente em áreas ambientais sensíveis. Essas experiências de governança local são inspiradoras e podem ser aplicadas no Brasil para aprimorar nossa gestão de recursos hídricos”, afirmou o Topázio.
O segundo dia da excursão foi marcado pela visita ao Upper Big Blue Natural Resources District, uma instituição distrital focada no controle de recursos naturais, especialmente águas subterrâneas. À tarde, a delegação conheceu uma das maiores fazendas produtivas do estado, observando as melhores práticas de gestão de recursos hídricos.
Para Luiz Araújo, os conhecimentos adquiridos serão vitais para fortalecer o Programa Bahia Mais Verde, que visa implementar práticas inovadoras de sustentabilidade e gestão ambiental em todo o estado baiano. "Observamos de perto as inovações em tecnologias de neutralidade de carbono e as práticas agrícolas sustentáveis que estão sendo implementadas aqui, essas práticas servirão de referência para aprimorarmos a nossa gestão, respeitando os critérios e diretrizes de sustentabilidade estabelecidas nos planos de recursos hídricos do nosso estado”, salientou o coordenador da COAES/Sema.
A missão técnica em Nebraska destaca a importância da cooperação internacional e do aprendizado mútuo, demonstrando que a busca por soluções sustentáveis é um esforço contínuo da gestão dos recursos hídricos na Bahia.