Nesta quarta-feira (31), aconteceu de forma virtual a 19ª Reunião Ordinária do Comitê Estadual da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica na Bahia (CERBMA-BA). O encontro trouxe à tona discussões importantes e contou com a presença de especialistas e representantes de instituições ambientais, abordando temas cruciais para a conservação e o manejo sustentável da Mata Atlântica no estado.
Um dos principais pontos discutidos foi a reativação da câmara técnica de assuntos institucionais, tendo em vista a organização do III Fórum IberoMAB da Juventude, que será sediado no Litoral Norte da Bahia entre os dias 02 e 07 de novembro. O evento promovido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) espera receber mais de 80 jovens das 25 reservas da biosfera que fazem parte da Rede IberoMAB.
A Coordenadora do Comitê Estadual da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica (RBMA) na Bahia, Adriana de Castro, disse que é muito gratificante estar à frente dos trabalhos e destacou a atuação do CERBMA na organização do fórum. Destacando que recentemente, houve a criação do núcleo estadual de jovens, que irá realizar o seu primeiro encontro presencial no próximo dia 24 de agosto no Parque das Dunas, em Salvador.
“Poder unir esforços da gestão de Unidades de Conservação com a presença e força da RBMA traz um diferencial na gestão dos nossos espaços protegidos, garantindo propostas que possam valorizar a sociobiodiversidade do Bioma no estado. Estamos caminhando com um Comitê presente, com registros de grandes ações, reconhecido nacional e internacionalmente.”, completa.
Em seguida, o professor Ruy Rocha, da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), apresentou um panorama detalhado sobre a situação atual da Mata Atlântica no estado. Segundo o professor, a Mata Atlântica existente na Bahia tem uma posição privilegiada e essencial para a conservação da biodiversidade do bioma a nível nacional e continental, o que eleva o desafio de preservar as áreas remanescentes.
“Hoje a gente tratou muito da compreensão do que é a Mata Atlântica baiana. Um bioma que é parte de um bioma maior, do bioma brasileiro, sul-americano, que começa lá na Argentina, que segue até o Rio Grande do Norte e até as fronteiras do Piauí. E a gente entende isso, sabendo que nós temos um grande tesouro na mão, Com as vegetações, os tipos de vegetação, como a gente falou da Mata Atlântica até a Caatinga e Cerrado e os campos de altitude, como também os manguezais e restingas, ou seja, isso tudo forma um grande mosaico, uma grande paisagem florestal, vegetacional dentro do Brasil, dentro da América do Sul, com um valor colossal, inestimável, longe de qualquer tipo de preço.”, afirma o especialista.
Outro tema de grande relevância foi à apresentação de sete propostas de candidaturas de recebimento do título de Posto Avançado da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica (RBMA) na região do Subcomitê da Chapada Diamantina. Os postos Avançados são centros de divulgação das idéias, conceitos, programas e projetos desenvolvidos pela Reserva. Atualmente, a Bahia conta com 20 áreas apontadas como Posto Avançado.
O encontro do CERBMA-BA reafirma o compromisso das instituições envolvidas, incluindo a Secretaria do Meio Ambiente (Sema) e o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) na proteção da Mata Atlântica, buscando estratégias inovadoras e colaborativas para garantir a preservação deste bioma tão importante para a biodiversidade e o equilíbrio ambiental.