A Secretaria do Meio Ambiente (Sema) participou, na manhã desta quinta-feira (19), do evento de encerramento do Projeto Resiliências Climáticas, tendo como tema principal as boas práticas de adaptação à mudança do clima em áreas costeiras e nos biomas Mata Atlântica, Cerrado e Caatinga baianos. A iniciativa, desenvolvida em parceria com COSPE e Gambá e com o apoio da União Europeia, teve como foco o fortalecimento da participação da sociedade civil no Fórum Baiano de Mudanças Climáticas e Biodiversidade, um espaço criado pelo Governo Estadual para implementar a agenda climática.
Iniciado em outubro de 2021, o projeto abrange quatro territórios prioritários: o Parque Estadual Morro do Chapéu, a Reserva Extrativista Marinha Baía do Iguape, e a Serra da Jibóia. Sua atuação envolve uma ampla rede de colaboração entre organizações da sociedade civil (OSCs), universidades e órgãos governamentais, visando fortalecer a interconexão de saberes e práticas sustentáveis. A participação do Governo do Estado se destaca no apoio ao desenvolvimento de estratégias de adaptação às mudanças climáticas, incluindo o incentivo à atuação de OSCs na rede Convergência pelo Clima, cuja função é propor, monitorar e avaliar políticas públicas setoriais voltadas à mitigação e adaptação.
O superintendente de Políticas e Planejamento Ambiental da Sema, Tiago Porto, participou da mesa de abertura do evento representando o secretário do Meio Ambiente, Eduardo Mendonça Sodré Martins. Durante sua fala, ele ressaltou a importância da iniciativa para fortalecer a governança ambiental e ampliar o protagonismo das comunidades locais e das OSCs nas políticas climáticas.
“A ciência tem falado sobre as consequências das mudanças climáticas há cerca de 40 anos. Só que no começo, tinha um efeito de um bloqueio mental para lidar com isso, porque no início os exemplos de consequências das mudanças climáticas eram muito distantes da nossa realidade. Eram as calotas polares derretendo, a extinção da qualidade do uso polar, e tudo isso ficava muito distante. Mas nos últimos anos, com o agravamento da emissão dos gases e, por consequência, o agravamento das consequências disso no nosso dia a dia, nós estamos sendo impactados no nosso dia a dia pelas mudanças climáticas”.
Na oportunidade, o gestor reforçou o anúncio da IV Conferência Estadual do Meio Ambiente (IV CEMA), prevista para acontecer em março de 2025. “O tema das conferências desse ano é justamente o tema que vocês trabalharam aqui, então eu acho que a gente tem uma oportunidade aqui de aproveitar o que foi produzido ao longo desse projeto para colocar nesse momento de disputa as propostas já trabalhadas nesse projeto”, afirmou Tiago Porto.
Fazendo a mediação da mesa, Renato Pêgas da Cunha, membro da Coordenação Executiva do GAMBA, agradeceu as parcerias com as instituições gestoras das áreas protegidas, secretarias municipais de meio ambiente e desenvolvimento rural, sindicatos de trabalhadores e produtores rurais, ONGs, e OSCs. “É importante dizer que esse é um processo educativo, um projeto de formação das pessoas, de formação política, para ter mais conhecimento sobre essas pessoas todas relacionadas à questão climática, à questão ambiental, em relação à vida das pessoas, das organizações e tal”.
Renato destacou ainda a colaboração com universidades locais, como UFRB, UNIVASF, UNEB e UFOB, fortaleceu o intercâmbio de saberes científicos e tradicionais, contribuindo para a construção de soluções adaptadas às especificidades dos territórios envolvidos. “Todos foram essenciais para o sucesso desse projeto”, disse ele.
Após a apresentação dos painéis, o superintendente da Sema reforçou o compromisso do Governo do Estado na implementação de ações sustentáveis e a participação ativa da sociedade civil.