Diálogos e soluções para a crise climática marcam a tarde de trabalho na 4ª Conferência

11/03/2025
Diálogos e soluções para a crise climática marcam a tarde de trabalho na 4ª Conferência

Neste primeiro dia (11/03) da 4ª Conferência Estadual do Meio Ambiente (CEMA), promovida pela Secretaria do Meio Ambiente (Sema), os participantes se dividiram em grupos temáticos para aprofundar discussões e formular propostas em cinco eixos fundamentais: Mitigação; Adaptação e Preparação para Desastres; Justiça Climática; Transformação Ecológica; Governança e Educação Ambiental.

A secretária dos colegiados e coordenadora da 4ª CEMA, Mariana Mascarenhas, ressaltou o alto nível dos debates durante o evento. “Hoje tivemos uma participação expressiva de delegadas e delegados, que se reuniram nesta tarde para construir 12 propostas para apresentar no segundo dia da Conferência. Depois, haverá uma votação para selecionar seis propostas de cada eixo. Na etapa seguinte, essas seis propostas passarão por uma nova votação para chegarmos a quatro propostas finais, que serão encaminhadas para o nível federal. Ou seja, cada eixo faz sua seleção inicial e, depois, na plenária, todos os participantes se reúnem para definir coletivamente quais serão as propostas enviadas. Este é o momento crucial da conferência, em que os participantes realmente se dedicam às principais temáticas, quando são definidas soluções concretas para os desafios da adaptação às mudanças climáticas”, explicou Mascarenhas.

Após a leitura do regulamento e a apresentação da metodologia, mais de 600 participantes, organizados em cinco eixos temáticos — Mitigação; Adaptação e Preparação para Desastres; Justiça Climática; Transformação Ecológica; e Governança e Educação Ambiental —, discutiram e desenvolveram 12 propostas em seus respectivos grupos.

O delegado do Território Bacia do Jacuípe, representando a Escola Familiar Agrícola de Jaboticaba, Ademilton Barbosa, participou do eixo Transformação Ecológica, reforçando que foi um momento importante em vários aspectos.

"Refletimos sobre os principais problemas ambientais que enfrentamos hoje e, dentro das propostas, buscamos criar estratégias para mitigar ou até solucionar essas questões, que também afetam a sociedade e impactam a saúde pública. Aqui, estamos aprimorando essas propostas e já concluímos a primeira etapa, que foi um debate muito construtivo. Houve uma participação coletiva intensa, com todos contribuindo com sugestões. Tivemos a oportunidade de revisar e ajustar os pontos que consideramos essenciais, garantindo que as propostas realmente reflitam as necessidades da sociedade. Esse processo é fundamental porque reforça a participação ativa da sociedade civil na construção de políticas públicas. Acreditamos que, para alcançar justiça social e fortalecer a democracia, é essencial unir a coletividade da sociedade civil com a representação das entidades públicas e governamentais.”

Já a delegada do município de Guanambi, no sudoeste da Bahia, Jorgiane Gomes, participou do eixo Governança e Educação Ambiental e destacou o quanto foi discutido para chegar às propostas da melhor forma possível. “Identificamos que um dos principais desafios é a necessidade de mais investimentos, tanto na área da educação quanto na gestão ambiental. Com um suporte financeiro adequado, as ações podem ser implementadas de maneira mais eficaz. Muitas das propostas destacam a importância de fortalecer a educação ambiental, e nosso debate se concentrou justamente em como viabilizar esse processo, explorando formas de colaboração entre os municípios e demais instâncias para tornar essas iniciativas uma realidade”, afirmou Jorgiane.

Nos dois dias da 4ª CEMA, o público terá o espaço "Feirinha", com o protagonismo das mulheres artesãs, em comemoração ao Março Mulher, evento em alusão ao mês das mulheres. São diversos estandes para exposição e comércio de artesanato com base ecológica. Um dos estandes é o Milieco, que atua com uma solução inovadora, reaproveitando fardamentos inservíveis das forças de segurança, como a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros, transformando esse material em produtos de moda sustentável.

A coordenadora do projeto Milieco, Adjoneara Costa, destacou que esses fardamentos, que antes eram incinerados, agora ganham uma nova vida em acessórios sustentáveis, contribuindo para a redução de resíduos e para a economia circular. “Nosso trabalho gera impacto socioambiental, promovendo inclusão e renda. Atuamos em diversas etapas produtivas, desde a coleta e desmanche – feito pelos nossos 'Transformers' – até o design, costura e comercialização. Para este evento, reaproveitamos seis toneladas de fardamentos em mochilas sustentáveis e utilizamos espumas recicladas de colchões. Além disso, evitamos embalagens plásticas, usando cordões de sisal e folhas secas, reafirmando nosso compromisso com a sustentabilidade.”

A Conferência é um espaço voltado à participação da sociedade no processo de integração, promoção e consolidação das políticas ambientais, reunindo o poder público, organizações da sociedade civil, setor empresarial, sedes e fóruns, entidades de apoio, colegiados e conselhos de meio ambiente.

 

Fotos: Matheus Lemos/Ascom Sema

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