A Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Sema) e o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos da Bahia (Inema) participaram do Workshop Regional – Avaliação de Resiliência e Risco de Secas no Nordeste, realizado nesta segunda (13) e terça-feira (14), no Auditório da Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos do Ceará (COGERH), no Cambeba, em Fortaleza.
O encontro teve como objetivo apresentar o envolvimento dos estados durante o período de seca entre 2012 e 2018, além de promover o compartilhamento de experiências e estratégias para fortalecer a capacidade de resposta e adaptação frente a eventos extremos. Durante o evento, a equipe técnica da Universidade Federal do Ceará (UFC) e da Fundação de Apoio a Serviços Técnicos, Ensino e Fomento a Pesquisas (ASTEF) apresentou estudos e análises sobre a gestão de riscos e a resiliência hídrica na região.
O diretor-geral do Inema, Eduardo Topázio, destacou que o workshop teve como objetivo principal discutir estratégias de resiliência aos riscos climáticos, com foco especial na seca no Nordeste e nas fragilidades e necessidades do estado. “Foram debatidos os impactos da disponibilidade dos recursos hídricos em áreas essenciais como saneamento, saúde e agricultura, além da importância de uma gestão integrada entre setores, com aplicação efetiva dos instrumentos legais da legislação de águas. Também reforçamos a necessidade de aperfeiçoar os sistemas de monitoramento e ampliar investimentos em planos estratégicos, como os de bacias hidrográficas, que garantam a preservação das fontes de água e da infraestrutura hídrica. Tudo isso é fundamental para tornar o uso da água mais eficiente diante do cenário crescente de riscos climáticos”, ressaltou Topázio.
Representando a Sema, a coordenadora de Recursos Hídricos e especialista em Meio Ambiente, Larissa Cayres, acompanhou os dois dias do evento, que reuniu especialistas, instituições governamentais e representantes de diferentes estados para discutir soluções conjuntas no enfrentamento aos impactos da seca. “O workshop foi uma oportunidade para apresentar as ações e instrumentos que cada estado tem adotado no enfrentamento da seca, além das estratégias de prevenção e planejamento para esses eventos. O estudo coordenado pelo Banco Mundial busca compreender como os estados estão se estruturando para enfrentar esses impactos, não apenas do ponto de vista ambiental, mas também considerando os efeitos da seca e das mudanças climáticas sobre a economia”, relatou Cayres.
Ela também destacou que para a Sema e o Inema esse espaço é fundamental para trocar experiências, conhecer iniciativas emergenciais e preventivas. “Além de apresentar o que temos feito na Bahia em relação ao monitoramento, à infraestrutura hídrica e às ações de resposta, também foram discutidos dados sobre os impactos econômicos nos estados, fortalecendo a integração regional no enfrentamento à seca", acrescentou.
Além da Sema e do Inema, estiveram presentes representantes do Banco Mundial, da Secretaria de Infraestrutura Hídrica e Saneamento (SIHS), da Companhia de Engenharia Hídrica e de Saneamento da Bahia (CERB) e de outros estados do Nordeste.