Bahia fortalece diálogos e apresenta ações estratégicas durante a COP30

17/11/2025
COP30
Ascom Sema

Em meio às discussões que mobilizam lideranças de todo o mundo na COP30, o Governo do Estado, por meio da Secretaria do Meio Ambiente (Sema), segue intensificando o diálogo com parceiros nacionais e internacionais.

Na conferência, a Bahia compartilhou sua experiência em governança ambiental integrada e no apoio técnico aos municípios, além de contribuir para debates sobre equidade de gênero nas políticas climáticas e para a construção de pactos regionais voltados à transformação sustentável.

Durante a COP, a diretora de Educação Ambiental da Sema, Mariana Mascarenhas, apresentou a experiência da Bahia em governança e no apoio aos municípios para a gestão ambiental, por meio do Programa Gestão Ambiental Compartilhada (GAC).

“O objetivo geral do GAC é apoiar os municípios na estruturação de suas políticas de Gestão Ambiental, contribuindo para o fortalecimento do Sistema Nacional do Meio Ambiente (SISNAMA). Com municípios mais preparados, o SISNAMA se torna mais eficiente tanto na fiscalização ambiental quanto no licenciamento de atividades com potencial impacto ambiental”.

Participação das mulheres na agenda climática

A diretora de Políticas de Biodiversidade e Florestas da Sema, Iaraci Dias, participou do painel “Cuidado, Gênero e Clima - Pactos Regionais para a Transformação Sustentável”, que reuniu diversas lideranças femininas, entre elas a ministra das Mulheres, Márcia Lopes; a secretária de Meio Ambiente e Sustentabilidade da Paraíba, Rafaela Camaraense; e a presidenta da Funarte, Maria Marighella, além de outras representantes de diferentes regiões do país.

“Esse encontro reafirma o papel fundamental das mulheres na construção de políticas climáticas mais humanas, inclusivas e sensíveis aos territórios. Quando trazemos o cuidado e a perspectiva de gênero para o centro do debate climático, ampliamos nossa capacidade de promover soluções sustentáveis e transformadoras. Na Bahia, temos trabalhado para fortalecer a participação feminina em todas as etapas da agenda ambiental, da gestão das unidades de conservação ao enfrentamento aos efeitos das mudanças climáticas. Estar aqui, compartilhando experiências e pactuando novas ações com outras mulheres, é também reconhecer que a transformação que buscamos começa pela nossa voz, pela nossa presença e pela nossa atuação conjunta", reiterou Dias.

Iaraci também foi convidada pela Universidade Federal da Bahia a participar da mesa dedicada ao papel das instituições de ensino diante das emergências climáticas. “Discutir meio ambiente vai muito além de florestas, mares ou ar, envolve também território, corpos e memória. Justiça climática não significa apenas proteger o planeta, mas sobretudo proteger as pessoas, especialmente aquelas historicamente afastadas dos espaços de decisão”.

A diretora apresentou iniciativas que a secretaria vem desenvolvendo na área, incluindo ações relacionadas às emergências climáticas e a importância das RPPNs, modelo de parceria público-privada voltado à proteção ambiental e considerado estratégico no enfrentamento da crise climática no Estado. Além de enfatizar o papel central das universidades nesse processo. "Para enfrentar os desafios que temos pela frente, é preciso somar esforços, governos, universidades e sociedade”, acrescentou.

Tags
COP30