Dia do Rio: Inema reforça importância das ações de preservação dos recursos hídricos na Bahia

24/11/2025
Dia do Rio
Ascom - Sema

No dia 24 de novembro é celebrado o Dia do Rio, uma data que reforça as urgências para preservar uma das maiores riquezas naturais existentes no planeta. Mesmo enfrentando diversos desafios surgidos ao longo dos anos, o Governo do Estado, por meio do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), tem avançado em ações importantes com foco na preservação, a exemplo do monitoramento contínuo, ações de conscientização e Planos de Bacia.

Na Bahia, o monitoramento dos principais rios têm revelado cenários distintos entre as bacias. Segundo Antônio Rocha, da Diretoria de Recursos Hídricos e Monitoramento Ambiental (DIRAM) do Inema, o estado conta hoje com uma ampla rede de acompanhamento ambiental. “Atualmente contamos com 637 pontos de monitoramento espalhados pela Bahia, onde analisamos parâmetros como oxigênio dissolvido e coliformes, além de outros indicadores essenciais para avaliar a segurança do consumo e o uso recreativo das águas”, explica o diretor. Ele ressalta que o Estado está ampliando o escopo das análises. “Estamos expandindo o monitoramento para incluir agrotóxicos, poluentes emergentes e microplásticos, que têm impacto significativo e exigem métodos mais complexos.”

A variação na qualidade da água depende diretamente da dinâmica de cada bacia. Regiões mais adensadas e com ocupação urbana desordenada apresentam maior pressão sobre os rios. “Nas bacias com maior adensamento populacional e uso desordenado do solo, observamos, sim, uma piora significativa na qualidade das águas, especialmente onde há lançamento de efluentes sanitários,” afirma.

Além do monitoramento, o Estado desenvolve ações de planejamento hídrico que orientam a recuperação ambiental e o uso sustentável dos recursos. As metas para os próximos anos estão alinhadas aos instrumentos previstos na Política Nacional e Estadual de Recursos Hídricos. De acordo com Rocha, os planos de bacia são a principal base para definir prioridades de preservação.

“Os planos de bacia são hoje nossa principal ferramenta. É neles que definimos as diretrizes para preservação, recuperação de matas ciliares, orientação sobre saneamento e todas as ações necessárias para garantir o equilíbrio hídrico de cada região,” detalha. Ele acrescenta que esse trabalho depende de análises contínuas. “O monitoramento da qualidade, da quantidade, da chuva e até do comportamento dos aquíferos, é fundamental para entendermos como cada bacia reage às estiagens, ao uso intensivo e às mudanças no clima.”

Outro eixo importante é a alocação negociada da água, especialmente em períodos de seca severa. O processo reúne comitês de bacia, irrigantes, prefeituras e órgãos ambientais para definir regras de uso dos reservatórios. “A alocação negociada é essencial para garantir que reservatórios e sistemas mais críticos não entrem em colapso. Todas as decisões são discutidas com comitês de bacia, usuários, irrigantes e prefeituras,” completa o diretor.

Com a intensificação das estiagens em algumas regiões e o aumento da degradação ambiental, o Dia do Rio reforça a urgência de ampliar ações de cuidado, educação ambiental e participação social. Cuidar dos rios, como lembra o próprio Rocha, é cuidar da própria sobrevivência. A proteção das águas hoje determina a qualidade de vida das próximas gerações.

Fonte
Ilary Almeida - Ascom / Inema