A Secretaria do Meio Ambiente da Bahia (Sema) realizou, nesta terça-feira (28), em Salvador, a entrega de equipamentos de proteção individual (EPIs) do Programa Bahia Sem Fogo destinados ao município de Ituberá. A iniciativa integra a estratégia estadual voltada à prevenção e ao combate a incêndios florestais, com ênfase no fortalecimento de brigadas voluntárias e na proteção de vidas e ecossistemas.
Os equipamentos serão utilizados por equipes locais que atuam diretamente no enfrentamento a focos de incêndio, sobretudo em períodos de estiagem, quando o risco de queimadas se intensifica em diferentes regiões do estado. A medida busca assegurar melhores condições de trabalho aos brigadistas, contribuindo para uma atuação mais segura e eficiente em campo.
Durante a entrega, a chefe de gabinete da secretaria, Daniella Fernandes, destacou o papel da ação no âmbito das políticas públicas de gestão ambiental.
“Parte do nosso programa tem o objetivo de realizar capacitação e dotar a brigada voluntária com os equipamentos necessários. A proteção à vida dos trabalhadores e a preservação ambiental são essenciais no nosso estado”, afirmou.
No município de Ituberá, os novos equipamentos devem ampliar a capacidade de resposta das equipes envolvidas na prevenção e no combate a incêndios. O secretário municipal de Meio Ambiente, Emanoel Calliga, ressaltou a relevância do apoio para a realidade local.
“Esse apoio, por meio da entrega desses equipamentos de combate a incêndio, vai ampliar nossa capacidade de prevenção e resposta, contribuindo para a conservação da biodiversidade e, principalmente, para a proteção da vida humana”, declarou.
O coordenador da Defesa Civil de Ituberá e comandante dos Bombeiros Voluntários Anjos da Vida também destacou o impacto direto da iniciativa nas operações realizadas no município.
“Esses equipamentos chegam em boa hora. Alguns itens, como o soprador, são fundamentais no combate ao incêndio florestal. Antes, não contávamos com esse tipo de estrutura no município”, afirmou.
A entrega dos EPIs também atende à necessidade de continuidade das medidas previstas no Plano Integrado de Prevenção e Preparação aos Incêndios Florestais 2026, que orienta a atuação do estado diante do risco de queimadas. Nesse contexto, a disponibilização de fardamento anti-chamas para brigadistas voluntários é considerada essencial para evitar a devastação da fauna e da flora em diversas regiões da Bahia.
A aquisição desse tipo de equipamento se justifica, sobretudo, pelo aumento das ocorrências de incêndios florestais entre os meses de agosto e dezembro, período crítico no estado. Para atuar nessas áreas, o uso de vestimentas adequadas é fundamental, garantindo proteção, saúde e integridade física aos brigadistas durante as operações.
Para o ano de 2026, está prevista a aquisição de 5.977 equipamentos, ampliando a capacidade de atendimento às brigadas em diferentes municípios e reforçando a estrutura disponível para as ações de prevenção e combate aos incêndios florestais em todo o estado.
Programa Bahia Sem Fogo
Criado em 2010, o Programa Bahia Sem Fogo tem como objetivo tornar mais efetivas as ações de prevenção, monitoramento e combate a incêndios florestais no estado. A iniciativa é coordenada pela Secretaria do Meio Ambiente e articula a atuação de órgãos estaduais, federais e municipais em um comitê permanente de gestão integrada.
Historicamente, os incêndios florestais se intensificam entre os meses de maio e dezembro, período de estiagem em grande parte do território baiano. Nesse contexto, o programa atua tanto no fortalecimento das ações de combate — com a distribuição de equipamentos, suporte logístico e operacional — quanto em estratégias de prevenção, como a capacitação de brigadistas, campanhas educativas e articulação com comunidades rurais.
Entre as ações recentes, destaca-se a Caravana Bahia Sem Fogo, voltada à mobilização social e à disseminação de informações sobre prevenção, além da distribuição de materiais educativos e equipamentos de proteção.
Os incêndios em áreas naturais representam riscos à saúde da população, à biodiversidade e aos recursos hídricos, além de contribuírem para o agravamento das mudanças climáticas. Nesse cenário, o fortalecimento contínuo das ações preventivas e a estruturação das equipes de resposta são fundamentais para reduzir a ocorrência e os impactos das queimadas no estado.