Sema investe R$6,6 milhões em centros de pesquisa sobre biomas baianos

16/07/2008

A parceria com as universidades estaduais baianas (Uesb, Uneb, Uefs e Uesc) vai permitir à Secretaria do Meio Ambiente do Estado (Sema) investir R$6,6 milhões em pesquisas com espécies nativas dos biomas baianos, por meio do programa Floresta Bahia Global e da Rede Baiana de Conservação e Restauração Florestal (Redeflora). O convênio será firmado nesta quinta-feira (dia 17), em Paulo Afonso, marcando o Dia Nacional de Proteção às Florestas.

O Redeflora trabalha na geração de conhecimentos científicos, para espécies nativas, com potencial madeireiro, nas formações vegetais do estado. De acordo com o superintendente de Políticas Florestais, Conservação e Biodiversidade da Sema, Marcos Ferreira, apesar do reconhecimento das suas potencialidades e importância para a biodiversidade, essas espécies ainda permanecem carentes de conservação e valorização como recurso natural. “Queremos induzir à pesquisa científica e à propagação de informações sobre espécies nativas, envolvendo universidades e sociedade civil organizada”, destacou Ferreira.

A parceria visa ainda apoiar a consolidação de estudos sobre as principais características fenológicas e fisiológicas, envolvidas nos processos de propagação vegetal de espécies nativas dos biomas baianos. O objetivo é estabelecer protocolos padrão, para propagação e conservação de germoplasmas, iniciando a implantação de Bancos de Germoplasmas para as espécies mais ameaçadas de extinção.

A iniciativa responde às demandas recebidas pelo poder público estadual, durante os seminários sobre biomas baianos, com destaque para os realizados em Paulo Afonso, sobre a caatinga, e em Barreiras, sobre o cerrado, ambos em 2007.

As metas incluem o apoio à implantação de centros de pesquisas agro-ambientais e fitoterápicos, em Paulo Afonso e Feira Santana (caatinga), Jequié e Vitória da Conquista (mata de cipó/chapada), Ilhéus (mata atlântica) e Barreiras (cerrado), com ênfase nas espécies nativas, e o fomento a projetos-piloto de manejos de microbacias hidrográficas e conservação da biodiversidade.

O convênio envolve a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb), que pretende apoiar a implementação de linhas de pesquisas relacionadas à área agroambiental, com abordagem multidisciplinar, e a incorporação dos resultados das pesquisas às ações em unidades de conservação e comunidades rurais, focadas no desenvolvimento local sustentável.

Fonte: Ascom/Sema