12/07/2016
No estande da Secretaria do Meio Ambiente (Sema) e do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) os participantes do XVIII Encontro Nacional de Comitês de Bacias Hidrográficas (Encob) tiveram a oportunidade de conhecer os principais programas e ações das duas instituições. Durante o evento, que aconteceu entre os dias 03 e 08 de julho, representantes da Sema realizaram apresentações sobre o Mapeamento de Experiências Socioambientais e os programas Água Doce, Formar e o projeto Semeando Águas no Paraguaçu.
De acordo com o superintende de Estudos e Pesquisas Ambientais da Sema, Luiz Ferraro, o mapeamento pretende dar visibilidade às iniciativas socioambientais que vem sendo realizadas em todo o estado, constitui também o Diagnóstico Estadual de Educação Ambiental, um dos instrumentos da Política de Educação Ambiental. “O mapeamento é uma oportunidade de conhecer o que se faz e quem as desenvolve. Pode revelar possibilidades de articulação entre as iniciativas existentes e replicação em outros espaços, além de subsidiar políticas, programas e projetos”.
“Lançamos aqui no Encob a ferramenta de cadastro online, através do site www.sema.ba.gov.br, onde o cidadão poderá inserir suas experiências, no banco de dados do mapeamento, de maneira simples e rápida”, explicou a diretora de Educação Ambiental para Sustentabilidade (Dieas) da Sema, Zanna Matos.
Outro projeto apresentado foi o Semeando Águas no Paraguaçu, que tem como objetivo elaborar um plano estratégico para manutenção e recuperação da capacidade hídrica da bacia, incluindo a identificação das áreas mais importantes para a produção de água.
Desde março de 2014, quando o Projeto foi iniciado, 70 hectares de áreas de nascentes ao longo do curso d’água do Rio Paraguaçu e afluentes estão sendo restauradas, por meio do plantio de 45 mil mudas de plantas nativas. Foram realizados também à adequação ambiental de mais de 70 pequenas propriedades rurais com a inclusão no Cadastro Estadual Florestal de Imóveis Rurais (CEFIR), as ações do projeto contemplam ainda a elaboração do plano estratégico junto com um banco de projetos, para manutenção e recuperação da capacidade hídrica da bacia, em parceria com o Comitê de Bacia do Paraguaçu.
A coordenadora de Programas e Projetos de Biodiversidade e Florestas da Sema, Luciana Santa Rita, destacou “Apresentamos o projeto que está sendo finalizado agora com o plano estratégico de recuperação da Bacia do Rio Paraguaçu, que é genuinamente baiano e abastece mais de 60% da cidade de Salvador. Também tivemos um pilar importantíssimo, que foram os estudos e diagnósticos realizados e o da mobilização e sensibilização para que se estabeleça uma estrutura de governança na bacia, para que todas essas ações sejam contínuas”.
Em visita ao estande, o produtor rural Closebil Espínola, parabenizou a organização do evento e as iniciativas apresentadas. “É importante que se tenha sensibilização e que as matas ciliares sejam recuperadas. Além disso, as pessoas que moram na margem da bacia devem ser conscientizadas para esta preservação também. Temos que ir a campo e colocar em prática essas ações que estão sendo levantadas e discutidas”, pontuou.
O Semeando Águas no Paraguaçu é executado pela Conservação Internacional (CI) em parceria com a Sema e o Inema, com patrocínio do Programa Petrobras Socioambiental, e engloba os municípios de Andaraí, Barra da Estiva, Boninal, Bonito, Ibicoara, Iraquara, Lençóis, Mucugê, Morro do Chapéu, Mulungu do Morro, Palmeiras, Piatã, Seabra, Souto Soares, Utinga e Wagner.
Programa Água Doce
Já o diretor da DIPPA, Ruben Armua, apresentou um balanço do andamento das obras do PAD em todo o estado, suas etapas, desde o estudo de viabilidade dos poços à entrega dos dessalinizadores. “Para selecionar as localidades atendidas, foi utilizado o Índice de Condição de Acesso a Água (ICAA), uma média ponderada que cruza dados como IDH, mortalidade infantil, pluviometria e intensidade de pobreza. É fundamental a participação e troca de conhecimentos entre os diversos setores governamentais e os beneficiários, analisando e propondo alternativas, respeitando a realidade cultural e socioeconômica das comunidades envolvidas”, explicou.
Com investimento total de R$ 60 milhões, o convênio com o Estado da Bahia é o maior no âmbito do Programa Água Doce e tem como meta a implantação, recuperação e gestão de 385 sistemas de dessalinização, disponibilizando água potável a cerca de 160 mil pessoas residentes no semiárido baiano. A primeira etapa do programa deve ser concluída até setembro de 2016, com a entrega de 145 sistemas dessalinizadores, e os demais em 2017.
Para o membro do Comitê de Bacia Hidrográfica do Rio Paraguaçu, Teodomiro de Souza, morador de um dos municípios beneficiados pelo PAD, Riachão do Jacuípe, já é visível as melhorias na qualidade de vida das pessoas com a chegada do programa. “Riachão foi beneficiada com cinco sistemas de dessalinização, sendo um deles na localidade de Mandassaia 2, são pessoas que utilizavam água de carros pipas, barreiros, lagoas e diretamente de poços, sem tratamento, o que causava problemas de saúde, principalmente para as crianças. Agora, com estes equipamentos, a população conta com água de qualidade todos os dias”.