25/08/2015
A Agência Nacional de Águas promoveu no dia 19/08 uma reunião de avaliação da situação a jusante dos reservatórios de Três Marias e Sobradinho, no rio São Francisco, com a prática de defluências reduzidas. A reunião contou com a participação de representantes da Secretaria Estadual do Meio Ambiente da Bahia (Sema), do Comitê da Bacia do rio São Francisco, do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Ministério de Minas e Energia (MME), Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) e da Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf).
Na ocasião, a Cemig solicitou que não fosse deliberada alteração na vazão defluente do reservatório de Três Marias, antes que o ONS promovesse reunião envolvendo a Chesf e Cemig, operadores das UHEs Sobradinho e Três Marias, respectivamente, para reavaliação das previsões de comportamento dos reservatórios da bacia até novembro de 2015.
Durante a reunião foi decidido ainda que a diretriz a ser perseguida será o equilíbrio entre os reservatórios da Bacia. "A ANA informou que a perspectiva é de que ocorrerá aumento da vazão defluente em Três Marias, atualmente em 300m³/s", disse o superintendente de Políticas e Planejamento Ambiental da Sema, Edison Ribeiro. "A proposta é que a partir de 01/09 o reservatório passaria a operar a 400 m³/s, com possibilidade de chegarmos a 500m³/s em 01/11".
Segundo Ribeiro, desde 2013 a bacia do rio São Francisco vem enfrentando condições hidrológicas adversas, com vazões e precipitações abaixo da média, com consequências nos níveis de armazenamento dos reservatórios ali instalados. "Por isso, para manter os estoques de água, desde abril de 2013 a operação dos reservatórios vem sendo feita de forma especial e com acompanhamento periódico". A operação especial resultou, até agora, na preservação de 48% do volume útil de Três Marias e de 38% do volume útil de Sobradinho. Atualmente, os reservatórios de Sobradinho e Xingó estão autorizados a operar com defluência mínima de 900m³/s, até o fim de outubro.
Fonte: Ascom/Sema