06/07/2017
Atendendo a demanda de comunidades e proprietários de terras na microbacia do Rio Itamboatá e Aquífero São Sebastião, em Simões Filho, o secretário estadual do Meio Ambiente (Sema), Geraldo Reis, conheceu áreas da APA Joanes-Ipitanga, na Região Metropolitana de Salvador. Com a chefe de gabinete, Iara Icó, e equipes da Sema e Inema, foram visitadas a Fazenda Natal (projeto social da Igreja Católica), a Fundação Terra Mirim e a Fazenda Real, iniciativas com diferentes níveis de interesse na preservação ambiental.
As comunidades e representantes do empreendimento apresentaram preocupação e sinalizaram posicionamento contrário ao pedido de licença ambiental da empresa Naturalle para implantação de um aterro sanitário em área com divisa e influência direta às fazendas e terras de povos tradicionais, como Dandá, Pitanga de Palmares, Oiteiro e Palmares.
“Estamos aqui para ouvir com isonomia os diferentes posicionamentos e conhecer de perto o território e seus conflitos. Inicialmente, a reivindicação apresentada pela sociedade civil é por um zoneamento que reconheça a vocação da região para o desenvolvimento sustentável, com a preservação da microbacia do Rio Itamboatá, que é tributário importante o rio Joanes, contribuindo para o abastecimento da RMS”, disse o secretário Geraldo Reis.
O diretor executivo da Fazenda Real Residence, Francisco Cirilo, apresentou as preocupações do empreendimento. “Não somos contra o aterro em si. O aterro é uma necessidade. Mas somos contra o local, que é inapropriado para esse fim, em função da sua caracterização, da densidade da Mata Atlântica, da área de recarga do Aquífero São Sebastião e das comunidades do entorno, que não foram ouvidas, e serão diretamente afetadas”.
Dahvi de Terra Mirim (Daniela Sampaio), superintendente da Fundação Terra Mirim, entidade que há 25 anos atua no Vale do Itamboatá fomentando uma agenda socioambiental para a região, defendeu que seja feito um diagnóstico que caracterize a região, considerando a vocação para atividades voltadas à sustentabilidade. “Essa unidade territorial foi indicada no Conselho Gestor da APA Joanes-Ipitanga como unidade piloto para gestão ambiental participativa, por conta desse histórico de formação de liderança, presença de diversos povos tradicionais, comunidades populares, comunidades de ervateiras e ervateiros e comunidades alternativas, com ampla diversidade cultural”, disse.
Na Fazenda Natal, comunidade da Igreja Católica que desenvolve trabalhos sociais e mantém uma reserva de cerca de 60 hectares, as equipes puderam visualizar a localização exata da área pleiteada para implantação do aterro, em terreno vizinho. O padre Christian Vienne, que há quase 10 anos cuida da comunidade, também reforçou o posicionamento contrário. “Agradecemos a visita do secretário, com esperanças de que esta área continue sendo preservada”, disse.
O diretor em exercício da Diretoria de Regulação do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), que também participou da visita, informou que o pedido de licença da empresa Naturalle para implantação do aterro sanitário controlado está em análise, e seguirá os ritos e trâmites técnicos e legais.
As comunidades e representantes do empreendimento apresentaram preocupação e sinalizaram posicionamento contrário ao pedido de licença ambiental da empresa Naturalle para implantação de um aterro sanitário em área com divisa e influência direta às fazendas e terras de povos tradicionais, como Dandá, Pitanga de Palmares, Oiteiro e Palmares.
“Estamos aqui para ouvir com isonomia os diferentes posicionamentos e conhecer de perto o território e seus conflitos. Inicialmente, a reivindicação apresentada pela sociedade civil é por um zoneamento que reconheça a vocação da região para o desenvolvimento sustentável, com a preservação da microbacia do Rio Itamboatá, que é tributário importante o rio Joanes, contribuindo para o abastecimento da RMS”, disse o secretário Geraldo Reis.
O diretor executivo da Fazenda Real Residence, Francisco Cirilo, apresentou as preocupações do empreendimento. “Não somos contra o aterro em si. O aterro é uma necessidade. Mas somos contra o local, que é inapropriado para esse fim, em função da sua caracterização, da densidade da Mata Atlântica, da área de recarga do Aquífero São Sebastião e das comunidades do entorno, que não foram ouvidas, e serão diretamente afetadas”.
Dahvi de Terra Mirim (Daniela Sampaio), superintendente da Fundação Terra Mirim, entidade que há 25 anos atua no Vale do Itamboatá fomentando uma agenda socioambiental para a região, defendeu que seja feito um diagnóstico que caracterize a região, considerando a vocação para atividades voltadas à sustentabilidade. “Essa unidade territorial foi indicada no Conselho Gestor da APA Joanes-Ipitanga como unidade piloto para gestão ambiental participativa, por conta desse histórico de formação de liderança, presença de diversos povos tradicionais, comunidades populares, comunidades de ervateiras e ervateiros e comunidades alternativas, com ampla diversidade cultural”, disse.
Na Fazenda Natal, comunidade da Igreja Católica que desenvolve trabalhos sociais e mantém uma reserva de cerca de 60 hectares, as equipes puderam visualizar a localização exata da área pleiteada para implantação do aterro, em terreno vizinho. O padre Christian Vienne, que há quase 10 anos cuida da comunidade, também reforçou o posicionamento contrário. “Agradecemos a visita do secretário, com esperanças de que esta área continue sendo preservada”, disse.
O diretor em exercício da Diretoria de Regulação do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), que também participou da visita, informou que o pedido de licença da empresa Naturalle para implantação do aterro sanitário controlado está em análise, e seguirá os ritos e trâmites técnicos e legais.