08.07.2011 - Representantes do Banco Mundial (Bird) estiveram reunidos na manhã desta sexta-feira, (08) com a equipe de execução do Projeto Mata Branca, na Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema) para avaliar o andamento do projeto na Bahia. O Mata Branca vem sendo desenvolvido na região da Caatinga pelos governos da Bahia e do Ceará para a conservação deste bioma. A proposta é promover o desenvolvimento sustentável da região e a melhoria da qualidade de vida das comunidades.
Na Bahia, o projeto vem sendo coordenado pela Sema e pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), nos municípios de Curaça, Jeremoabo, Contendas do Sincorá e Itatim. Com o financiamento de US$ 5 milhões, disponibilizado pelo Bird, além do plano de manejo, criação e apoio de conselhos gestores, estão sendo desenvolvidas estudos sobre sítios arqueológicos, recuperação de bacia hidrográfica e capacitação técnica dos integrantes.
Durante a permanência no estado, representantes do Bird, estiveram em Curaçá (592 quilômetros de Salvador), para verificar o andamento dos 17 subprojetos existentes na região que integram o Mata Branca, voltados para a geração de renda e recuperação de áreas degradadas.
No assentamento Novo Horizonte, localizado no município por exemplo, 30 famílias estão sendo beneficiadas com a produção agroecologica integrada sustentável. Já na comunidade de Jaquinicó, vem sendo desenvolvida a Unidade de Beneficiamento de Frutas da Caatinga (COOPERCUC). Além disso, os representantes avaliaram o viveiro educador, elaborado com a participação de alunos e professores da rede pública do município.
De acordo com a coordenadora do projeto pela CAR, Érica Amaral Lima, atualmente existem 43 subprojetos demonstrativos de diversas modalidades em execução em áreas de atuação do Mata Branca. “A previsão é que até agosto deste ano, seja finalizada a elaboração de mais 40 subprojetos, que no momento estão sendo discutido com as comunidades”, informou.
“É satisfatório verificar o crescimento do Mata Branca no estado, nestes cinco anos de atuação. Na Bahia, destaco a atuação das atividades socio ambientais representados pelos trabalhos com as comunidades nas diversas modalidades”, avaliou Judith Lisansky, gerente do Projeto pelo Banco Mundial (Bird).
Na oportunidade, Judith chamou atenção ainda para a necessidade de fortalecer o componente de políticas públicas para Áreas de Proteção Ambiental na abrangência do projeto. “A Caatinga é um desafio para todos os estados pelo histórico da pobreza e fragilidade, porém reconhecemos o valor do bioma, e faremos o possível para apoiar no gerenciamento e finalização das ações”, finalizou.
Encaminhamentos – Como tarefa para continuidade do projeto na Bahia, ficou estabelecido o compromisso de revisar o Plano Operativo Anual – POA 2011, em decorrência do curto prazo para execução de algumas atividades pré estabelecidas. De acordo com o diretor de Programas e Projetos da Sema, Cláudio Mello, os instrumentos de políticas ambientais dos projetos serão revisados para garantir eficiência e otimização das atividades nas áreas de interesse do projeto no bioma Caatinga.
Fonte: Ascom/Sema