Feira Reviva Parque oferece nova opção em Pituaçu

08/01/2008
Quem passeou ontem pelo Parque de Pituaçu pôde avaliar dezenas de peças de artesanato e saborear quitutes feitos com produtos orgânicos na Feira Reviva. O evento, que ocorre todo domingo no local, é uma tentativa de “reviver” o parque, nas palavras dos responsáveis pelo evento, realizado pela Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Estado da Bahia (Semarh).
 
“Nós constatamos que houve queda no público que freqüenta o parque. Queremos criar uma série de atividades que tragam as pessoas de volta para cá, principalmente a comunidade que vive no seu entorno”, declara a coordenadora da feira, Ana Javes.
 
Ela informa que o evento acontecerá todos os domingos do ano. A título de exemplo, está prevista para o mês de fevereiro a criação de oficina gratuita de plantio hortaliças. Pelo menos 150 expositores de todo o estado estão cadastrados para participar. “Nossa intenção também é sedimentar um espaço para este tipo de negócio”, acrescenta Javes.
 
Entre os expositores estão os 18 membros da Associação dos Produtores Orgânicos de Conceição de Jacuípe – 94km distante de Salvador. Eles são especialistas no plantio de hortaliças folhosas, a exemplo do alface. “Ainda falta uma maior divulgação entre o público consumidor, pois apenas a classe média alta costuma comprar um produto orgânico, pois tem mais acesso à informação sobre ele”, diz o presidente da entidade, Edenísio Antônio Santos.
 
Variedade - Mudas de plantas, como Espada de São Jorge e jambeiro, adubo orgânico e adubo feito a partir das fezes de minhoca, aromatizantes, óleos naturais para a pele, brinquedos em madeira, arranjos para flores feito com material reciclado. Enfim, nem só de comida natural vive a Feira Reviver.
 
Com dois filhos pequenos a tiracolo, a professora do ensino fundamental, Iara Fonseca, 30 anos, costuma fazer visitas ocasionais ao parque. Moradora de São Rafael, ela considera uma boa idéia criar uma feira permanente para revitalizar o lugar. “De repente, num passeio sem maiores pretensões, a gente acaba se interessando por algo, principalmente as bolsas”.
 
Além de comprar acessórios, Iara cogitava a idéia de comer alguns “salgados” feitos à moda orgânica. As opções eram variadas: saltenha de sojas, tortas, bolos e sucos. Todos livres de produtos químicos. Os produtores não usam agrotóxicos em suas frutas e verduras. Há ainda aqueles mais radicais que não usam nenhum derivado de animal. Nem leite, nem manteiga, nem mel de abelha.
 
Um dos estandes montados era o da Botica da Vovó, do comerciante Raymundo de Seixas. O objetivo principal não era vender os quitutes. “A feira serve muito mais para divulgar meu trabalho do que propriamente vender. Há um mercado ainda incipiente para a comida orgânica na Bahia”, afirma Raymundo, que tem um restaurante de mesmo nome no bairro da Pituba.
 
Fonte: Correio da Bahia