07/08/2023
A Secretaria de Meio Ambiente (Sema) marcou presença na palestra “Economia do Mar – Cluster Tecnológico Naval”, realizada nesta segunda-feira (7), na sede da Associação Comercial da Bahia (ACB), no bairro do Comércio, em Salvador. O evento teve como palestrante, o Vice-Almirante (IM) e presidente da Empresa Gerencial de Projetos Navais (EMGEPRON), Edesio Teixeira Lima Junior.
Como representante da secretaria, a diretora de Política e Planejamento Ambiental, Luana Ribeiro, esteve presente no evento organizado pela Marinha do Brasil, por meio do Comando do 2° Distrito Naval, com o intuito de promover uma ampla discussão sobre os desafios para o desenvolvimento e oportunidades da Economia Azul na Bahia.
Na ocasião, foi apresentado o projeto para implantação de um Cluster Tecnológico Naval no estado, semelhante à iniciativa já existente no estado do Rio de Janeiro. Entre as principais ações para a implantação na Bahia está a identificação dos principais atores e a criação de um plano de ações visando ao desenvolvimento coordenado e sustentável das atividades econômicas relacionadas ao mar no estado.
Além disso, o encontro também tem o objetivo de ajudar a fomentar um ambiente de cooperação e parcerias para agentes econômicos, públicos e privados a partir de um espaço de diálogo e negociação entre academia, indústria e governo.
O especialista em Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Rosalvo Junior, do Gerco da Sema, esteve presente no evento e destacou que as atividades de reparação e construção naval bem como as de descomissionamento e reciclagem de embarcações, ou de defesa e segurança na área marinha são importantes para o crescimento e desenvolvimento da Bahia, “especialmente se penso na montagem de clusters marítimos regionais num estado que é o 18° estado em PIB per Capita ou o 22° entre os estados com o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), que precisa crescer e se desenvolver com sustentabilidade para gerar emprego, trabalho, renda e salário”.
A Bahia é o estado com o maior quantitativo de municípios que se encontram de frente ao mar, e contempla a maior área costeira da Amazônia Azul, com 1.100 km e 36 municípios, o que demonstra o seu grande potencial econômico. De acordo com dados da Comissão Interministerial para os Recursos do Mar (CIRM), estima-se que o mar gere R$ 2 trilhões por ano ao Brasil, o que representa 19% do PIB.
Segundo a Associação da Economia do Mar, toda produção offshore de oralidade está na zona econômica exclusiva, a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), é um projeto para 2030. Cerca de 6% a 8% do PIB mundial virá de dois novos setores de atividades econômicas ligadas ao mar, onde a OCDE define como a economia. Cerca de quarenta milhões de empregos diretos virão das atividades ligadas ao mar, pode-se imaginar o potencial dos empregos indiretos e induzidos pelas atividades econômicas que estão ligadas ao mar, a segurança alimentar mundial, a pesca e com isso preocupação com a exploração sustentável dos incêndios.
O conceito de Cluster explora a capacidade competitiva gerada pela cooperação produzida a partir da concentração regional de empresas e/ou indústrias. O processo de estruturação de um Cluster tem potencial para gerar efeitos de transbordamento positivo na economia regional (spillovers) ou até mesmos efeitos inesperados como a criação de um novo produto e/ou serviço (spin offs).