No primeiro dia do Bioenergy World Americas, encontro que discute os rumos da produção sustentável dos biocombustíveis no mundo, com ênfase para o continente, os debates giraram em torno da certificação da produção e necessidade de desenvolvimento de alternativas de segunda geração, cuja matéria-prima não concorra com o cultivo de alimentos, utilizando tecnologia avançada e de baixo impacto ambiental. A série de conferências foi aberta hoje (16) e prossegue até o próximo sábado (20), no Gran Hotel Stella Maris, em Salvador, com participação de consultores e especialistas internacionais.
As boas-vindas aos participantes foram dadas pelo secretário de Meio Ambiente do Estado, Juliano Matos, que em seu pronunciamento defendeu a capacidade da Bahia de alcançar o equilíbrio, entre produção de biocombustível e sustentabilidade. Matos destacou o Zoneamento Ecológico Econômico (ZEE), ação em andamento no Estado, que sinaliza para a competitividade com responsabilidade ambiental, respeitando as especificidades naturais de cada região baiana e potencializando sua vocação para o desenvolvimento.
“Na Bahia existem grandes áreas de pastagens subutilizadas que podem ser direcionadas para o cultivo de matérias-primas para biocombustíveis, preservando as florestas”, assinalou. O Oeste será a primeira região a ter o ZEE concluído, em março do próximo ano, anunciou Juliano Matos, “sinalizando para o grande planejamento do estado na área de biocombustíveis”.
Na área operacional, segundo o secretário, o Governo tem dado prioridade à análise de licenciamentos, para produção de biocombustíveis. “Esse protagonismo estratégico é a resposta positiva do Estado, para que as iniciativas produtivas se instalem aqui, com consistência e tranqüilidade”.
Os debates ao longo do primeiro dia de evento abordaram os modos de produção de biocombustíveis no mundo, a sua evolução dos mercados internacionais, as prioridades de uso e o ciclo de carbono. A programação contou com palestras do presidente da Emerging Markets Online, William Thurmond (www.emerging-markets.com); do presidente da Petrobras Biocombustível, Alberto Fontes Oliveira; do presidente da Cenbio e integrante do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), José Moreira; do diretor do Departamento de Combustíveis Renováveis do Ministério de Minas e Energia, Ricardo Dornelles; e do coordenador Global para Bioenergia, do Fundo Mundial para a Natureza (WWF), Jean-Philippe Denruyter (www.bioenergywiki.net).
Fonte: Ascom/Sema