31.03.2009 - Economizar água, reciclar o lixo e não poluir o rio Catolé, que abastece o município de Itapetinga (distante 580 quilômetros de Salvador), são algumas ações que Daphini Alves e Felicia Almeida, 16 anos, adotaram na região para preservar os recursos naturais locais.
Alunas da Escola Estadual Alfredo Dutra, as duas reconhecem a importância de debater o tema para garantir a conservação do meio ambiente para as gerações futuras. “As pessoas não se conscientizam cedo, não tem ideia que pequenas atitudes podem mudar o planeta”, defendeu Daphini.
Na opinião de Felicia, a situação está se agravando e as consequências são irreversíveis. “O rio está poluído, as ruas estão sujas de lixo e os dias estão mais quentes, efeito do aquecimento global”, pontuou a estudante.
Para mudar essa realidade e propor alternativas sustentáveis por meio da Lei Estadual de Educação Ambiental, a Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Sema), em parceria com a Comissão Interinstitucional de Educação Ambiental (Ciea), está identificando conflitos socioambientais e potencialidades dos 26 Territórios de Identidade do Estado com o Seminário de Consulta Pública da Minuta do Projeto da Lei de Educação Ambiental.
Mobilização - O território de Itapetinga, que abrange 13 municípios da região, foi o 18º a realizar o seminário de educação ambiental. O evento terminou hoje (dia 31) e teve a participação de mais de 280 representantes de comunidades tradicionais, sociedade civil, universidades, poder público e alunos da rede estadual.
Para o secretário estadual do Meio Ambiente, Juliano Matos, a consulta pública vai estruturar o governo na construção da educação ambiental. “A finalidade é ter uma lei legitima, num processo que só se constrói com transparência, diálogo e participação”, defendeu Matos, ao destacar que área ambiental é planetária e tem consequências no mundo inteiro.
O articulador do Território de Itapetinga, Guilherme Rosa, o desmatamento irregular, as queimadas para pastagem e a poluição dos rios, principalmente do Catolé, que abastece a região, são os principais problemas ambientais locais. “A lei só é legal quando é legitima e tem a participação dos maiores interessados que é o povo”, defendeu Rosa.
De acordo com a representa da Ciea no seminário, Lucimeire Passos, a iniciativa possibilita que políticas públicas contemplem a realidade local, já que peculiaridades da região serão registradas durante a consulta. “Não é só discutir a minuta da lei, mas mapear a educação ambiental e alocar recursos para a gestão ambiental local”, disse Passos.
Fonte: Ascom/Sema