A Bahia é o primeiro do Nordeste a assinar o termo de compromisso tornando-se Estado Amigo da Amazônia. O documento foi firmado na manhã de hoje (dia 17), durante a realização da II Conferência Estadual do Meio Ambiente pelo governador Jaques Wagner, o secretário estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Juliano Matos, e o diretor da organização ambientalista Greenpeace, Marcelo Furtado.
A II Cema foi aberta oficialmente ontem (dia 16), no Centro de Convenções, prosseguindo até amanhã (dia 18). Cerca de 800 pessoas, entre representantes da sociedade civil, de organizações não-governamentais, políticos e dirigentes públicos compareceram ao primeiro dia do evento. Para o secretário Juliano Matos, com a assinatura do termo “a Bahia dá um passo pioneiro e estimula outros estados do país para a compra responsável de madeira certificada”.
A conferência estadual é resultado de 16 regionais, ocorridas durante os meses de dezembro de 2007 e janeiro de 2008, em pólos do Estado, que somaram seis mil participantes. As propostas das conferências regionais, divididas em quatro grupos temáticos, estão sendo analisadas durante os três dias da II Cema. Depois de sistematizadas e votadas, as propostas baianas seguem para a II Conferência Nacional de Meio Ambiente, prevista para acontecer no mês de maio, em Brasília.
Integrante de comunidade tradicional, o índio Aimoré Epaminondas Machado, disse que foi “praticar cidadania na conferência”. Morador do bairro Sete de Abril, na periferia de Salvador, Epaminondas afirma que não perde uma conferência’. “Estou no movimento desde 97, e venho para defender nossos rios, que estão morrendo. No meu bairro tinha um riacho, que virou lagoa de decantação. Estou lutando pela nossa qualidade de vida, pela qualidade do meio ambiente”, afirmou.
Para Francisco Silva, integrante da Ong ‘Coqueiro Solidário’, de Arembepe, o trabalho das organizações em prol do meio ambiente depende muito de eventos como a conferência. “Esse tipo de iniciativa une, num mesmo espaço, governo, representações da sociedade civil, entre outros. É uma oportunidade de divulgar nossa luta”, lembrou Francisco.
Ascom/Semarh